Documentos provam planos que Isabel II tinha para o ex-príncipe André
Documentos oficiais confidenciais publicados hoje no Reino Unido mostram que a rainha Isabel II estava “muito empenhada” em que o ex-príncipe André assumisse o cargo de enviado comercial do país.
“A rainha está muito empenhada em que o duque de York assuma um papel de destaque na promoção dos interesses nacionais”, escreveu o então presidente da agência British Trade International, David Wright, numa carta datada de 2020.
Outro documento, um memorando do governo enviado a delegações de promoção comercial no estrangeiro, afirma que “a elevada visibilidade pública de Sua Alteza Real” exigirá “uma gestão cuidadosa e, por vezes, rigorosa dos meios de comunicação social”, numa referência a André.
O envolvimento da falecida rainha confirma a ideia que a monarca tinha uma empatia especial pelo filho, o que poderá ter influenciado a inércia na gestão das alegações sobre a amizade entre André e Epstein.
O secretário de Estado do Comércio, Chris Bryant, afirmou numa declaração escrita ao Parlamento que não foram encontradas “provas de que tenha sido realizado um processo formal de diligência ou de verificação” antes de André ter sido nomeado para o cargo.
“Também não há provas de que tal tenha sido considerado. Isto é compreensível, uma vez que esta nova nomeação foi uma continuação do envolvimento da família real no trabalho de promoção do comércio e do investimento, na sequência da decisão do Duque de Kent de renunciar às suas funções como vice-presidente do Conselho de Comércio Externo”, acrescentou.
A publicação dos documentos pelo governo britânico surge no contexto de uma investigação à relação entre o irmão do Rei e o financeiro norte-americano Jeffrey Epstein, e à alegada facilitação de informação oficial confidencial.
Mountbatten-Windsor foi destituído do seu título real no ano passado, numa tentativa de a monarquia se proteger das repercussões crescentes do escândalo Epstein.
Bryant afirmou que o governo está a colaborar com a Polícia de Thames Valley na investigação sobre André Mountbatten-Windsor e uma possível conduta indevida no exercício de funções públicas.
O antigo príncipe desempenhou funções como enviado especial para o comércio internacional entre 2001 e 2011, altura em que foi obrigado a abandonar o cargo devido a preocupações com as suas ligações a figuras questionáveis na Líbia e no Azerbaijão.
Esta medida surgiu na sequência da divulgação, pelo Departamento de Justiça dos EUA, de milhões de páginas de documentos relacionados com Epstein.
Esses ficheiros revelaram como o financeiro milionário, condenado em 2008 por assediar uma menor, utilizou uma rede internacional de amigos ricos e poderosos para ganhar influência e explorar sexualmente mulheres jovens e raparigas.
Leia Também: Kate Middleton: O menino que roubou as atenções e a (super) fã



Publicar comentário