Secretário de Tesouro dos EUA critica falta de apoio europeu contra Irão
“Os nossos parceiros europeus têm de se unir aos Estados Unidos para tomar medidas contra o Irão, através da identificação dos financiadores e do desmascaramento das suas empresas fantasmas e de fachada, do encerramento das suas sucursais bancárias e do desmantelamento dos seus aliados”, afirmou Bessent em Paris, na abertura da quinta conferência internacional sobre as formas de travar o financiamento do terrorismo.
“Os nossos parceiros em todo o mundo terão de responder com firmeza à variedade de terroristas que enfrentamos, desde o Hezbollah até ao cartel de Sinaloa”, acrescenta.
O responsável norte-americano centrou o seu discurso especialmente no Irão e lamentou a sensação de que o seu país se encontra “sozinho” na hora de lutar “com determinação” contra o que denomina de “terrorismo iraniano”.
“Se partilham a nossa indignação perante a agenda desestabilizadora do Irão, os terroristas que pretendem tomar como reféns a economia global, os cartéis de droga que envenenam as nossas comunidades e as ameaças a vidas inocentes, este é o momento de se unirem aos Estados Unidos para agir de forma enérgica”, disse o secretário.
Além disso, abordou a política de sanções económicas praticada por Washington para punir determinados governos e esclareceu que a política se ajusta cuidadosamente aos “objetivos específicos” dos EUA.
Bessent acrescentou que o seu país ajudará “as instituições financeiras a concentrarem-se nos esquemas mais sofisticados de evasão às sanções financeiras contra o terrorismo”.
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