Crianças abandonadas: MP pede prisão preventiva para mãe e para o seu companheiro

Crianças abandonadas: MP pede prisão preventiva para mãe e para o seu companheiro

Crianças abandonadas: MP pede prisão preventiva para mãe e para o seu companheiro

O Ministério Público (MP) pediu a prisão preventiva da mãe dos dois meninos franceses de 4 e 5 anos que foram abandonados numa estrada nacional, em Monte Novo do Sul (Alcácer do Sal), na passada terça-feira, a mesma medida que solicitou para o seu companheiro.Os dois arguidos, que foram detidos esta quinta-feira em Fátima, por suspeita dos crimes de violência doméstica e de abandono, só vão conhecer a decisão da juíza de instrução sobre as medidas de coacção este sábado de manhã.Apesar dos dois arguidos terem entrado no tribunal de Setúbal ao início da tarde desta sexta-feira, só começaram a ser interrogados por volta das 20h.A diligência terminou por volta da meia-noite, tendo a magistrada informado os arguidos que iria anunciar a sua decisão sobre as medidas de coacção apenas este sábado de manhã. O casal vai, por isso, passar pelo menos mais uma noite numa cela no posto da GNR de Palmela.Uma falha do sistema informático dos tribunais, o Citius, que esteve inoperacional durante algum tempo, atrasou os interrogatórios, já que é obrigatório que estes sejam gravados, o que não é possível sem o sistema funcionar.Antes teve que ser designada um intérprete para o caso e dois advogados oficiosos. Estes tiveram que ser chamados (têm uma hora para se apresentar), já que, por decisão do Ministério da Justiça, já não existem defensores em permanência no tribunal de Setúbal. Cada um dos arguidos tem direito a falar sozinho com o seu defensor, mas como só havia uma pessoa para traduzir, as conversas tiveram que decorrer de forma sucessiva.A entrada no tribunal de Setúbal foi um pouco insólita com a mãe das crianças a entoar o que parecia ser um canto lírico e o companheiro a fazer irónicas juras de amor aos jornalistas.O casal tinha dormido no Comando Territorial da GNR de Fátima, numa noite sem incidentes reportados. O dia, contudo, não decorreu com a mesma tranquilidade, nomeadamente no posto da GNR de Palmela para onde o casal foi transferido antes do almoço, para ficarem mais próximos de Setúbal.Os gritos da mulher de 41 anos, que se intitula de sexóloga, e do seu companheiro, um antigo polícia, eram audíveis na parte de fora do edifício, tendo sido interpretados pelos militares como uma possível tentativa de contacto entre os dois, cujo conteúdo não foi compreendido pelos elementos daquela força de segurança.Desde a tarde de quinta-feira, altura em que foram detidos, numa esplanada em Fátima, que os militares da GNR tentaram ouvir o casal, que não mostrou grande interesse em dialogar com as autoridades portuguesas. Nada de relevante foi dito pelos dois, garantiu ao PÚBLICO a capitã Joana Machado, porta-voz da GNR.A mãe dos meninos apresentava, contudo, uma atitude mais tranquila do que o recente companheiro, com quem viverá apenas há umas semanas, que demonstrou um comportamento agressivo ao longo do dia.

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