Protestos em Kyiv contra lei que equipara soldados desaparecidos a mortos
A legislação sobre o estatuto legal das pessoas desaparecidas, que, segundo os críticos, permite aos tribunais declarar militares ucranianos desaparecidos como legalmente mortos antes de o seu destino ser totalmente confirmado, foi aprovada em fevereiro.
“Hoje, todas as famílias vieram para a rua para que os desaparecidos não sejam equiparados aos mortos”, apontou Mariana Yatselenko, de 27 anos.
Mais de 90 mil pessoas constam como desaparecidas no registo unificado da Ucrânia de pessoas desaparecidas em circunstâncias especiais, de acordo com Artur Dobrosierdov, comissário do país para pessoas desaparecidas.
Nem a Rússia nem a Ucrânia divulgam números regulares de baixas na guerra, embora os analistas estimem centenas de milhares de vítimas nos combates.
O registo ucraniano abrange pessoas desaparecidas durante o combate, como resultado de agressões armadas ou em territórios ocupados, principalmente após o início da invasão total da Rússia a 24 de fevereiro de 2022.
Mas alguns casos remontam a 2014, quando soldados russos invadiram a Península da Crimeia e as forças pró-russas começaram a combater no leste da Ucrânia.
No atual campo de batalha, pela quarta vez este mês a Ucrânia atacou a refinaria de petróleo russa de Yaroslavl, a cerca de 700 quilómetros da fronteira, numa operação noturna, adiantou hoje o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
A Ucrânia tem bombardeado instalações petrolíferas russas, num esforço para impedir Moscovo de financiar a sua invasão.
Já Força Aérea da Ucrânia relatou ter abatido ou interferido em 115 dos 124 drones russos lançados durante a noite.
Os esforços diplomáticos liderados pelos EUA para interromper os combates não trouxeram resultados significativos e, recentemente, parecem ter perdido força.
“Infelizmente, não foram frutíferos”, realçou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, sobre as negociações realizadas ao longo do último ano com a Rússia e a Ucrânia.
Não há negociações em curso neste momento, acrescentou durante uma viagem à Suécia, embora possam ser retomadas caso Washington veja uma oportunidade de progresso.
Os contra-ataques ucranianos expulsaram o Exército russo de mais de 400 quilómetros quadrados do sul da Ucrânia desde o final do ano passado, segundo analistas ocidentais citados pela agência Associated Press (AP).
Estes sucessos são atribuídos à crescente tecnologia de drones e mísseis desenvolvida pela Ucrânia, bem como à proibição de acesso das forças russas aos serviços de satélite Starlink, utilizados para direcionar drones para alvos.
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