Grupo de turismo literário brasileiro participa da Feira do Livro de Lisboa
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A 15ª edição do Viagem às Nascentes da Língua Portuguesa — roteiro de turismo cultural e literário, criado pelo editor português Víctor Alegria, que vive em Brasília — será realizada de 1º a 10 de junho, em Portugal. Neste ano, o projeto conta com 15 escritores brasileiros que participarão, pela primeira vez, da Feira do Livro de Lisboa (FLL) — a 96ª edição será inaugurada na quarta-feira, 27 de maio, no Parque Eduardo VII.O grupo divulgará seus livros nos dias 2, 3 e 5 de junho, no espaço que a Embaixada do Brasil em Portugal terá na feira. “Será a nossa estreia na Feira do Livro de Lisboa”, afirma o editor Victor Tagore, que também estará à frente, pela primeira vez, do Viagem às Nascentes da Língua Portuguesa, projeto idealizado pelo seu pai, Victor Alegria, dono da Thesaurus Editora. “Eu sempre ficava no backstage do evento, porque, quando meu pai fazia essas viagens, às vezes, demorava um mês. O grupo ficava rodando Portugal inteiro. Mas, agora, ele está com 90 anos e, infelizmente, cego”, diz.Durante a 15ª edição do Viagem às Nascentes da Língua Portuguesa, que busca reforçar os vínculos entre Brasil e Portugal, o grupo de 15 escritores também passará por Óbidos (04/06), charmosa vila no Centro do país, e pelo Porto (06/06). Na cidade ao Norte acontecerá o evento literário na UNICEPE — Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto.“Estamos levando livros de poesias, crônicas, obras que falam sobre segurança pública, Síndrome de Down, espiritismo. É um pot-pourri de diferentes tipos de escritores”, enumera Tagore. “Mas com o mesmo lema: é a língua portuguesa que nos une. A ideia é sempre fortalecer essa irmandade entre Brasil e Portugal. Às vezes, querem nos colocar como inimigos, e isso é uma maluquice”, critica.O encontro final será em Arouca, também ao Norte do país, onde Victor Alegria, nasceu. Ele chegou ao Brasil, nos anos de 1960, fugindo do regime de Salazar (António de Oliveira/1889-1970). “Ele tinha uma livraria no Porto. E, quando ia ser preso pela segunda vez, fugiu para o Brasil”, conta Tagore. “Mas, no Brasil, onde seguiu abrindo livrarias, meu pai também foi preso pela ditadura militar”, relembra.Taxas alfandegáriasAntes do último compromisso do Viagem às Nascentes da Língua Portuguesa, que percorrerá bibliotecas de Portugal, no dia 5 de junho, de volta à Feira do Livro de Lisboa, haverá um debate a respeito das tarifas incidentes sobre o livro brasileiro em Portugal. Em 12 de maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um Medida Provisória (MP) que zera o imposto de importação sobre compras internacionais de até 50 dólares. O tributo de 20% é popularmente conhecido como “taxa das blusinhas”. “Mas Portugal mantém a taxação. Só que, agora, fica mais fácil discutir a reciprocidade”, avalia Tagore. “Por isso, nesta edição, o objetivo é divulgar os livros desses 15 escritores no mercado português, participar de atividades e discutir essa cobrança”, diz.
Ele complementa: “As outras 14 viagens foram mais temáticas. Por exemplo, nós publicamos um livro (JK — Triunfo e Exílio, de Jacinto Guerra, 2005) sobre a história do ex-presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976), quando ele foi exilado em Portugal. Então, houve um grupo do Viagem às Nascentes da Língua Portuguesa que refez todo o caminho do JK por Portugal”.
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