
Num balanço para a Lusa do exercício Touro26, que o SRPCBA promoveu no sábado, na ilha de São Miguel, Rui Andrade referiu que “os objetivos inicialmente traçados foram totalmente alcançados”, tendo sido “testadas as capacidades a vários níveis”.
Desde logo o Plano Municipal de Proteção Civil, em conjunto com o Plano Regional de Proteção Civil nos Açores.
O exercício decorreu nos concelhos de Vila Franca do Campo, Ribeira Grande e Povoação, na ilha de São Miguel, tendo por base a crise sísmica de 2005 no vulcão do Fogo, a partir da qual foram simuladas várias ocorrências que “exigiram a intervenção de equipas com diferentes valências e capacidades operacionais”.
“O que constatamos é que o sistema de proteção civil, quando está sujeito a níveis de stresse elevados, responde de forma capaz aos seus diversos níveis. E hoje aqui na ilha de São Miguel, no Touro26, constatámos isso mesmo”, afirmou.
Rui Andrade considerou que pelo facto de os Açores serem uma “zona do mundo muito suscetível à ocorrência de fenómenos naturais extremos”, estes “tiveram o mérito de impulsionar o sistema regional de proteção civil na melhoria e na sua capacidade”.
Rui Andrade referiu que estes exercícios “são também uma parte importante na busca do aperfeiçoamento, do melhoramento, na tentativa de perceber se efetivamente os instrumentos de planeamento estão adequados às exigências e às realidades”.
“Para além de ser um momento de nos testarmos, é também um momento para, de forma rigorosa e exigente, aferirmos o grau da nossa preparação. Por um lado, aperfeiçoar, melhorar, mas também aferir qual é o nosso estado de prontidão, o nosso estado de capacidade”, declarou o responsável.
Participaram no exercício os corpos de bombeiros da ilha de São Miguel, os municípios de Vila Franca do Campo, Ribeira Grande e Povoação, o Comando Operacional dos Açores e a Cruz Vermelha Portuguesa.
Integraram ainda o exercício as direções regionais do Ambiente e Ação Climática, Habitação, Obras Públicas e Saúde, o Instituto de Segurança Social dos Açores, o Laboratório Regional de Engenharia Civil, a Autoridade Marítima Nacional, a GNR, a PSP o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores e o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
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