Presidente de Portugal ratifica acordo que reconhece notas de estudantes brasileiros

Presidente de Portugal ratifica acordo que reconhece notas de estudantes brasileiros

Presidente de Portugal ratifica acordo que reconhece notas de estudantes brasileiros

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Foi dado o passo que faltava para que, efetivamente, o tratado assinado entre Brasil e Portugal, reconhecendo as notas de estudantes dos dois países, entrasse em vigor. Nesta quarta-feira, 26 de maio, o Presidente português, António José Seguro, ratificou a resolução da Assembleia da República que aprovou o Acordo Complementar ao Tratado de Amizade, Cooperação e Consulta entre a República Portuguesa e a República Federativa do Brasil.A resolução sobre a equivalência de estudos no Brasil (ensino fundamental e médio) e em Portugal (ensino básico e secundário) havia sido assinado em Lisboa em 22 de abril de 2023, durante a Cimeira Luso-Brasileira. Desde então, o tratado percorreu um longo caminho nos dois lados do Atlântico, mas, agora, ratificado, dará um alívio para famílias brasileiras que se mudarem para Portugal e para famílias portuguesas que decidirem viver no Brasil. Sem o acordo, a burocracia atrapalhava — e muito — as matrículas dos estudantes no novo país.Dados do Ministério da Educação, Ciência e Inovação de Portugal apontam que um em cada dois estudantes imigrantes que frequentam as escolas públicas de Portugal tem nacionalidade brasileira. No período letivo de 2024/2025, dos 178.133 alunos estrangeiros matriculados, 88.159 (49,5%) eram filhos de cidadãos oriundos do Brasil.O mesmo levantamento aponta que os estudantes brasileiros eram maioria no pré-escolar (51,2%) e no 1º ciclo de aprendizado (50,9%), que vai do primeiro ao quarto ano. No segundo ciclo, que compreende a quinta e a sexta séries, representavam 48,2% dos alunos estrangeiros. No terceiro ciclo (sétimo e oitavo anos), eram 48,5% e, no ensino secundário, 48,4%.Diplomas universitáriosO aval da Assembleia da República para o tratado sobre a equivalência de estudos no Brasil e em Portugal foi dado em 8 de maio último. Na votação, o acordo recebeu o voto positivo de todas as bancadas, à exceção do Chega, que se absteve.No dia anterior à decisão do Parlamento, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, havia dito que o tema era premente, dada a conjuntura dos últimos anos, de crescimento expressivo do número de cidadãos brasileiros que procuram Portugal para estudar. Ele também destacou, na ocasião, que o acordo poderia ser um incentivo para que mais portugueses fossem estudar no Brasil.Segundo as bancadas do Partido Socialista (PS), Livre, Bloco de Esquerda e PCP, o acordo deveria ser ampliado. Os mesmos transtornos que os estudantes até o 12.º enfrentavam para se matricular em escolas de Portugal se repetem entre aqueles que desejam reconhecer diplomas universitários no país. No dia da votação, o deputado social-democrata Paulo Edson Cunha afirmou que “este não é um acordo estático” e, por isso, estará em constante revisão e estudo.
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