Paquistão defende na ONU plano de cinco pontos com a China

Paquistão defende na ONU plano de cinco pontos com a China

Paquistão defende na ONU plano de cinco pontos com a China


Numa intervenção numa sessão do Conselho de Segurança organizada pela China, que exerce este mês a presidência rotativa deste órgão, Mohammad Ishaq Dar defendeu também o que o Paquistão pode fazer como mediador no conflito entre os Estados Unidos e o Irão.

“O Paquistão defendeu sempre a moderação, a distensão e o regresso à via diplomática”, afirmou Dar, na presença do homólogo chinês e de outros chefes da diplomacia de todo o mundo.
Durante a intervenção, o responsável paquistanês lembrou que, a 31 de março, pouco mais de um mês depois de Estados Unidos e Israel terem iniciado a guerra contra o Irão, apresentou em Pequim um plano de cinco pontos que pedia o início de conversações de paz e ao restabelecimento da navegação no estreito de Ormuz.
“Temos desenvolvido esforços sinceros para facilitar uma solução duradoura que conduza a uma paz e estabilidade sustentáveis na região e mantenha abertas as rotas marítimas para todos”, afirmou.
Dar sustentou que a abordagem do Paquistão à crise no Médio Oriente assenta na condição de “país vizinho, amigo do Irão e dos irmãos do Golfo, e enquanto nação que mantém laços de longa data em todos os domínios com os Estados Unidos”.
Islamabad assumiu um papel central no processo negocial entre Washington e Teerão, tendo sido responsável, nas últimas semanas, pela troca de propostas de paz entre as duas partes.
Apesar de as negociações terem estado bloqueadas durante algum tempo devido à recusa de ambas as partes em ceder em alguns pontos sensíveis, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou no fim de semana passado que estão a ser concluídos os últimos pormenores de um acordo para reabrir o estreito de Ormuz.
A China, principal aliado e parceiro comercial do Irão, tem desempenhado um papel mais discreto nas negociações, mas manifestou em várias ocasiões a necessidade de resolver o conflito e evitar uma escalada.
“Outro conflito prolongado não beneficiará ninguém, colocará em perigo a paz regional, perturbará os fluxos energéticos mundiais, agravará o sofrimento humanitário e vai pôr à prova uma ordem internacional já de si frágil”, afirmou Dar.
Além da China, o Paquistão agradeceu o apoio da Arábia Saudita, do Egito, da Turquia e do Qatar.
“O mundo inteiro está atento. É necessário que isto resulte em nome da paz e da segurança regionais e mundiais”, acrescentou.
Dar acrescentou que, além do Irão, a situação na Faixa de Gaza e na Cisjordânia está a tornar-se “cada vez mais instável” e “exige atenção constante”.
“Não pode haver uma paz duradoura no Médio Oriente enquanto continuarem a ocupação, o castigo coletivo, os deslocamentos forçados e a expansão ilegal dos colonatos” judaicos, concluiu.
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