EUA atingem alvos no Irão e Trump não descarta mais ataques
As forças norte-americanas realizaram na segunda-feira ataques ao Sul do Irão, numa acção que descreveram como defensiva. Foram atingidos alvos como embarcações que os EUA acusaram de lançar minas e locais de lançamento de mísseis.Os ataques ocorreram enquanto o principal negociador iraniano e o ministro dos Negócios Estrangeiros do país se encontravam em Doha para conversações com o primeiro-ministro do Qatar sobre um possível acordo com os EUA para pôr fim à guerra que já dura há três meses, disse na segunda-feira um responsável informado sobre a visita, depois de Washington e Teerão terem reduzido as expectativas de um avanço iminente.O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse anteriormente a jornalistas em Nova Deli que os EUA dariam todas as oportunidades à via diplomática antes de considerarem lidar com o Irão “de outra forma”.
“Havia algo bastante sólido em cima da mesa no que diz respeito à sua capacidade de reabrir o estreito (de Ormuz), abrir o estreito, entrar numa negociação muito real, significativa e limitada no tempo sobre a questão nuclear, e esperamos conseguir fazê-lo”, afirmou Rubio.Numa longa publicação na Truth Social nesta segunda-feira, o Presidente dos EUA, Donald Trump, disse que as conversações com o Irão estavam a correr “bem”, mas advertiu para novos ataques caso falhassem. “Só haverá um grande acordo para todos, ou acordo nenhum”, escreveu.Horas depois, o Comando Central dos EUA informou, num comunicado, que tinha realizado novos ataques destinados “a proteger as nossas tropas de ameaças colocadas pelas forças iranianas”.“O Comando Central dos EUA continua a defender as nossas forças enquanto exerce moderação durante o cessar-fogo em vigor”, disse o capitão da Marinha Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central.Também na segunda-feira, o Irão afirmou ter abatido um drone furtivo “hostil” utilizando um novo sistema de defesa aérea, noticiaram as agências iranianas, sem indicar a sua origem. “Isto é um sinal da nossa parte de que mais nenhum drone furtivo conseguirá penetrar nos céus do Golfo Pérsico”, citaram responsáveis não identificados, citados pela Fars.Noutro sinal das tensões na região, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou na segunda-feira que Israel iria intensificar os ataques contra o Hezbollah, apoiado pelo Irão, no Líbano. Pouco depois, o Exército israelita informou que estava a atacar infra-estruturas do Hezbollah no vale do Bekaa, no Leste do Líbano, e noutras áreas.Israel e o Líbano acordaram um cessar-fogo em meados de Abril, mas Israel tem continuado os ataques aéreos, que diz serem actos de autodefesa contra o Hezbollah, que não foi parte no acordo.O responsável informado sobre a visita dos iranianos a Doha disse à Reuters que as discussões se concentraram no estreito de Ormuz e no stock de urânio altamente enriquecido do Irão, enquanto o governador do banco central iraniano participou para discutir a possível libertação de fundos iranianos congelados como parte de um acordo final.O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaeil Baghaei, disse anteriormente que as questões nucleares só seriam negociadas após a definição de um acordo-quadro. Já Trump afirmou que o seu principal objectivo na guerra é impedir o Irão de desenvolver uma arma nuclear com o seu urânio altamente enriquecido, mas Teerão tem vindo a negar consistentemente ter tais planos.



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