Atenção, pais: Como saber quem consultou dados clínicos dos seus filhos?

Atenção, pais: Como saber quem consultou dados clínicos dos seus filhos?

Atenção, pais: Como saber quem consultou dados clínicos dos seus filhos?


O Portal da Queixa, que tem recebido várias reclamações relacionadas com a alegada consulta indevida de processos clínicos de crianças, partilhou este fim de semana um guia rápido a explicar aos pais e encarregados de educação como ver quem consultou o histórico clínico dos filhos.

As denúncias e relatos de utentes nas redes sociais sobre notificações de acesso aos seus processos através do SNS 24 surgiram no final da semana e levaram à apresentação de queixas junto de várias entidades de saúde.
Para saber se o mesmo aconteceu com a sua família ou com os registos dos seus filhos, deve começar por aceder ao site do SNS 24 e autenticar-se com os dados da criança.
Depois, deve ir ao menu “O meu perfil” e descer até ao fim da página. Clique na opção “Ir para quem viu a minha informação” e consulte a lista de acessos: data, entidade/localidade e profissional associado.
É possível ainda ativar alertas para ser notificado sempre que alguém consultar estas informações. Para isso, na área pessoal vá a “O meu perfil” e desça até ao fim da página. Depois, clique em “Ir para autorizações”, procure a opção indicada na imagem abaixo e selecione a opção “Sim”.
© SNS24/Reprodução  
Assim, sempre que um profissional de saúde credenciado consultar informação clínica “através do Registo de Saúde Eletrónico, irá receber uma notificação por e-mail do SNS 24”, explica também o Portal da Queixa.

A Ordem dos Médicos recebeu dezenas de queixas relativas a uma alegada consulta indevida de processos clínicos de crianças por parte de um médico da ULS Alto Minho, num caso que apontou para uma possível falha de cibersegurança no SNS.
O pai de uma criança de quatro anos contou à agência Lusa que teve conhecimento de que tiveram acesso ao registo do filho na sequência de várias mensagens trocadas no grupo de pais no ‘Whatsapp’, acrescentando que “os acessos são às centenas na zona norte e centro do país”.
Segundo o relato de vários pais do colégio da região Norte, o acesso aos processos decorreu durante a madrugada e início da manhã de sexta-feira e terá, pelo menos num caso, abrangido os registos do agregado familiar.
A Entidade Reguladora da Saúde instaurou um processo de avaliação após a receção de denúncias sobre alegados acessos indevidos a registos de utentes, visando acompanhar a situação e garantir a adoção de medidas pelas entidades responsáveis.
A Unidade Local de Saúde do Alto Minho esclareceu depois que os acessos a registos de utentes terão resultado da utilização das credenciais de um médico por terceiros, e afastou a responsabilidade do profissional.
A Polícia Judiciária abriu um inquérito ao caso. 
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