"É muito difícil imaginar-me noutro clube que não o FC Porto"

"É muito difícil imaginar-me noutro clube que não o FC Porto"

"É muito difícil imaginar-me noutro clube que não o FC Porto"


Francesco Farioli concedeu, esta quarta-feira, uma extensa entrevista ao portal italiano Tuttomercatoweb, na qual assegurou, uma vez mais, que não tem qualquer tipo de intenção de vir a abandonar o FC Porto, nem mesmo para regressar ao país que o viu nascer, onde já foi associado ao interesse, por exemplo, do AC Milan.

“Sinceramente, ao dia de hoje, não é uma coisa na qual eu pense muito. A questão curiosa é que, esta temporada, não voltei mais a Itália, nem mesmo durante as pausas para seleções ou nos meus poucos dias livres. A minha vida gira completamente em torno do meu trabalho, e viver no estrangeiro durante tantos anos foi uma experiência humana e profissional incrível”, começou por afirmar.
“Talvez a verdadeira notícia seja outra. Estou a preparar-me para iniciar a minha segunda temporada consecutiva no mesmo clube. Em Nice e Amesterdão, as minhas experiências só duraram uma temporada, por opção própria. Aqui, no FC Porto, criei uma ligação muito forte com o presidente, André Villas-Boas”, prosseguiu.
“Temos uma grande sintonia na maneira de entender o futebol, na maneira de desenvolver um projeto e no tipo de visão que queremos construir. Por isso mesmo, honestamente, ao dia de hoje, é muito difícil imaginar-me num outro clube que não seja o FC Porto”, completou o antigo guarda-redes.
“Jorge Costa não era apenas uma lenda do FC Porto”
Nesta mesma entrevista, Francesco Farioli explicou como viveu a conquista do título de campeão nacional, depois da ‘hecatombe’ por que passou, na época desportiva de 2024/25, ao leme do Ajax: “Foi uma sensação muito intensa, difícil de descrever em palavras. Quando investes tudo o que tens num trabalho, quando vives durante meses sob pressão, responsabilidade e expetativas elevadas, o momento da vitória traz consigo uma libertação emocional enorme”.
“Ao mesmo tempo, apercebi-me muito rapidamente da velocidade na qual o futebol se movimenta. Dois dias depois da vitória, já estávamos a projetar o futuro, com a planificação da próxima temporada e à procura de novas margens de evolução. A experiência que eu vivi no Ajax deu-me, certamente, muitos pontos de reflexão, mas esta temporada, no FC Porto, teve, seguramente, dinâmicas diferentes e um ambiente extremamente colaborativo, sempre pronto a dar o máximo apoio a todo o grupo de trabalho do plantel principal”, refletiu.
“Por vezes, no futebol, só se fala de tática ou técnica, mas a parte psicológica e emotiva tem um peso enorme na gestão de um grupo de trabalho. A nossa temporada começou com a perda dramática de Jorge Costa, que era, não apenas uma lenda do FC Porto, mas também um ponto de referência para todos nós, dentro do clube”, acrescentou.
“Ver como toda a família portista, como eu lhe chamo, se uniu e comportou perante esta tragédia fez-me perceber como o sentimento de pertença numa comunidade é um aspeto muito importante do nosso trabalho”, completou o técnico de 37 anos de idade, que, recorde-se, em janeiro, renovou o contrato que mantém com os dragões, até junho de 2028.
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