Acredite, Cher tem 80 anos: a diva que vence o tempo

Acredite, Cher tem 80 anos: a diva que vence o tempo

Acredite, Cher tem 80 anos: a diva que vence o tempo

“Se pudesse voltar atrás no tempo”, diz uma canção de Cher (1989). Mas o certo é que a diva, nascida a 20 de Maio de 1946, faz-nos acreditar realmente que consegue viajar no tempo. É certo que, fisicamente, à custa de um mar de plásticas. Só que acontece que, ao longo de décadas, isto não é só uma questão de arte do bisturi — Cher tem-se mantido sempre activa, até activista, e nunca desaparece do radar. Do cinema à música, da televisão aos palcos.Somos mesmo levados a acreditar no seu poder intemporal, de uma aparente fragilidade juvenil à meia-idade superpoderosa: já tinha 52 quando lançou Believe, esse sucesso global. Foi um saltinho e muitos vestidos recortados colados ao corpo desde que cantava “eu tenho-te a ti, bebé” com o marido até trepidar o refrão “acreditas na vida depois do amor?”. E ainda faltava o século XXI. A diva está aí para as curvas.A diva SarkisianNascida Cherilyn Sarkisian, na Califórnia, Cher iniciou o seu percurso artístico nos anos de 1960, ao lado de Sonny Bono, com quem formou a dupla Sonny & Cher. O sucesso chegou rapidamente com temas como I got you babe, que se tornou um hino da música pop. No entanto, foi a solo que a cantora construiu uma carreira verdadeiramente única.




Ao longo das décadas, Cher destacou-se pela capacidade de se reinventar, tanto musicalmente como em termos de imagem. Do folk e pop dos anos 60, passando pela disco nos anos 70, ao rock e à dance music nas décadas seguintes, a artista nunca receou acompanhar — e muitas vezes antecipar — as tendências da indústria.Para além da música, Cher destacou-se no cinema. Recebeu o Óscar de melhor actriz em 1988 pelo seu desempenho em Feitiço da Lua, ao lado de Nicolas Cage, depois de uma nomeação falhada, quatro anos antes e como actriz secundária, por Reacção em Cadeia​. Participou ainda em mais duas dezenas de filmes, entre os quais Máscara (1985), As Bruxas de Eastwick (1987) e, mais recentemente, Mamma Mia! Here We Go Again (2018).





Ao longo da sua vida, Cher tornou-se também uma figura de destaque no activismo social e político, defendendo causas como os direitos da comunidade LGBTQ+, o acesso à saúde e o apoio a veteranos de guerra, dimensão cívica que contribuiu para reforçar a sua imagem pública.E a música continua, 27 álbuns originais depois, a que se somam mais umas dezenas de outras edições. Reza a lenda dos números que já vendeu mais de cem milhões de discos.

Entre Óscares, Grammys, Globos de Ouro ou Emmys, é também uma diva multipremiada transversalmente, com direito a estrela no Passeio da Fama de Hollywood. Recentemente, foi reparada uma falha no portefólio de honras: em 2024, finalmente, depois de sete décadas imparáveis de fama, foi eleita para a Rock & Roll Hall of Fame. Cher para sempre.

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