A vitória do <em>cringe</em>: já ninguém quer ser famoso (ou <em>influencer</em>)?

A vitória do <em>cringe</em>: já ninguém quer ser famoso (ou <em>influencer</em>)?

A vitória do <em>cringe</em>: já ninguém quer ser famoso (ou <em>influencer</em>)?

Não é uma conclusão surpreendente para a geração cujo maior pesadelo é o cringe: 79% da geração Z prefere uma vida privada e só 9% querem ser famosos. E uma alteração em relação a um estudo publicado em 2023: já (quase) ninguém quer ser influencer (só 5% dos inquiridos disseram ambicionar essa carreira).Os números são de um estudo feito pela Yahoo/YouGov, que inquiriu 1699 pessoas e direccionou algumas questões às pessoas com menos de 30 anos. Depois de anos a vermos participantes de reality shows à procura da sua entrada no mundo da fama para fazer “presenças” e, mais tarde, de vermos os nossos amigos a tentar começar no influencing e a mostrarem o seu dia-a-dia aos 243 seguidores, parece que já ninguém quer exposição.O desejo é agora outro: um em cada cinco gostava de ter uma vida semelhante à de um empreendedor tecnológico e ter a sua própria empresa, fazer muito dinheiro, mas não estar debaixo de holofotes. 17% dizem que gostavam de ser um “professor ou intelectual respeitado”; 14% gostavam de ser médicos e 11% idealizam ser “pai ou mãe a tempo inteiro”. A aspiração a influencer só existe em 5% dos inquiridos – acima só da vontade de ser advogado (3%).


E se fossem famosos? À semelhança de quem é que moldavam as suas vidas? Zendaya é a resposta (13%). Nomes como Taylor Swift e Kylie Jenner só seduzem 3% dos inquiridos. 8% escolheria ser como Elon Musk. Mas a maioria, 36%, não se revê em nenhuma das celebridades apresentadas na lista, que incluía nomes como LeBron James, Beyoncé e Alexandria Ocasio-Cortez.O motivo para Zendaya reunir algum consenso — pelo menos mais que os restantes — reside na ideia de privacidade, pela qual a actriz parece reger a sua vida, apesar da carreira de sucesso e papéis de relevância que interpreta.“Desde vídeos do dia-a-dia à glamorização da cultura de fundador retratada online, [os jovens da geração Z] estão a afastar-se de modelos e percursos profissionais que sentem exigir estar sempre ‘ligados’”, enquadra Rachel Janfaza, criadora da empresa de investigação The Up and Up, à Yahoo.“Ao invés disso, estão a virar-se para o cru e autêntico, geralmente offline – daí o renascimento do analógico. Isto não significa que não estejam interessados em sucesso. Só não querem que esse sucesso seja de consumo público.” É o fim dos get ready with me?

Publicar comentário