Protestos na Bolívia? Estados Unidos classificam como "golpe de Estado"

Protestos na Bolívia? Estados Unidos classificam como "golpe de Estado"

Protestos na Bolívia? Estados Unidos classificam como "golpe de Estado"


“Este é um golpe de Estado financiado por esta aliança antinatural entre a política e o crime organizado em toda a região”, frisou Christopher Landau, acrescentando que falou por telefone com o governante da Bolívia.

Rodrigo Paz enfrenta uma crise crescente, com protestos e bloqueios generalizados, menos de seis meses após a sua tomada de posse.
Duas semanas de bloqueios de estradas, liderados pela Central Operária Boliviana (COB), sindicatos camponeses e mineiros, esvaziaram os mercados de La Paz e esgotaram as reservas vitais de oxigénio dos hospitais.
O Governo revelou que pelo menos três pessoas morreram depois de veículos de emergência terem sido impedidos de chegar aos centros médicos.
Na segunda-feira, os apoiantes do influente ex-presidente boliviano Evo Morales entraram em confronto com a polícia na capital, juntando-se a vários setores que exigem a demissão do atua Presidente, que não tem maioria legislativa nem um partido político forte para sustentar o seu Governo.
A agitação representa o maior desafio até agora para Paz, um centrista favorável aos negócios que chegou ao poder há seis meses, no meio de uma onda de vitórias eleitorais conservadoras que varreu a região.
“Aqueles que procuram destruir a democracia irão para a cadeia”, advertiu Paz na sexta-feira, mesmo com os bloqueios a expandirem-se e a abrangerem quase todo o país.
A COB começou por exigir aumentos salariais, enquanto os sindicatos dos camponeses reivindicavam um fornecimento constante de gasolina.
Os mineiros, por sua vez, negoceiam separadamente o acesso a novas áreas mineiras.
Os professores do ensino público também realizam negociações separadas sobre melhorias salariais.
Paz reitera que herdou um “Estado falhado”, mas os seus adversários criticam-no pela resposta lenta à pior crise em 40 anos, marcada pela escassez de combustível e por uma inflação que se manteve perto dos 20% no ano passado.
Morales coordenou a última marcha a partir do seu esconderijo nos trópicos remotos da Bolívia, onde está há um ano e meio, fugindo de um mandado de detenção por acusações relacionadas com o alegado abuso sexual de uma rapariga de 15 anos. Afirma que as acusações têm motivação política.
O Movimento para o Socialismo (MAS), que governou a Bolívia nas últimas duas décadas sob a liderança de Morales e, mais tarde, de Luis Arce, sofreu uma derrota histórica nas eleições do ano passado, após uma acesa disputa entre os dois antigos líderes.
Apesar da sua retórica inflamada, os analistas acreditam que Morales já não tem o poder de mobilizar o apoio popular, sugerindo, em vez disso, que está a fomentar os protestos puramente para escapar à justiça.
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