Paulo Fonseca acaba com as dúvidas sobre o futuro no Lyon
Paulo Fonseca concedeu uma extensa entrevista à edição desta quarta-feira do jornal francês L’Équipe, na qual colocou um ponto final nas dúvidas, ao anunciar que irá mesmo manter-se no comando técnico do Olympique Lyon, clube com o qual tem contrato válido até junho do próximo ano de 2027.
“Tenho mais um ano de contrato. Não estou preocupado com essa situação [da renovação]. Temos tempo. Vou ficar. Não posso esquecer aquilo que o clube fez por mim, durante os meus nove meses de suspensão. Seria difícil ter mais apoio. Acho que o Lyon é um grande clube, com as suas dificuldades pontuais. Tenho ambição para o Lyon. Em primeiro lugar, ser mais competitivo, na próxima época”, afirmou.
Instado a fazer um balanço da já terminada temporada desportiva de 2025/26, o treinador português confessou ter sido assolado por “sentimentos mistos”, visto que o quarto lugar da Ligue 1 e consequente apuramento para a terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões superou as expetativas, mas o terceiro, que daria acesso direto à prova milionária, escapou por apenas um ponto.
“Terminar em quarto lugar, com tudo aquilo que aconteceu no início da época, é magnífico. Há, também, a frustração dos dois últimos jogos [derrotas com Toulouse, por 2-1, e Lens, por 0-4]. Eu estava preparado para isso. Contra o Rennes [vitória, por 4-2], toda a gente pensou que nós iríamos terminar no terceiro lugar”, apontou.
“Eu contive essa euforia e tentei manter o equilíbrio. Eu sabia que iria ser complicado. Conheço a minha equipa. Talvez não tenha apresentado a experiência necessária para enfrentar aqueles momentos de pressão. Eu senti que não fomos suficientemente fortes do ponto de vista mental”, acrescentou.
“Não quero esconder-me atrás da arbitragem”
Paulo Fonseca recusou, de resto, justificar a inconsistência apresentada pelo Olympique Lyon, em determinados momentos da temporada, com as atuações da equipa de arbitragem, ainda que tenha sublinhado que estas nem sempre trataram a equipa que orienta da melhor maneira possível.
“Eu não quero esconder-me atrás da arbitragem, mas considero que o Lyon foi vítima de várias decisões. Ouça, isto está a ser discutido em todas as redes sociais. Que outra equipa é que sofreu tanto?”, refletiu, ao mesmo tempo que desvalorizou os diversos problemas físicos com os quais os seus jogadores tiveram de lidar.
“Trabalhámos o aspeto físico. Não sou um grande defensor da periodização. Com esse método, aprendemos a fazer um pouco mais de trabalho físico. Quanto às lesões, existem diferentes situações. Houve traumáticas, como a de Malick Fofana. O regresso à competição envolveu sete jogadores, entre eles, Malick, Ernest [Nuamah] e Orel [Mangala]”, prosseguiu.
“Eu esperava que eles regressassem mais cedo. O Malik, no final de janeiro, tal como o Ernest, e o Orel, em outubro. O Malik eram jogadores muito importantes, insubstituíveis. O próprio Afonso [Moreira] está lesionado, tal como o Pavel [Sulc] e o Coco [Tolisso]. Nestes últimos casos, por vários motivos”, rematou.
Já sobre a próxima temporada, o treinador português fez questão de moderar as expetativas dos adeptos e da imprensa: “Temos de ser realistas. O problema [financeiro] não terminou. Em 2025/27, era o ano 0. 2026/27 vai ser o ano 0,5. Nós precisamos de vender, porque não temos dinheiro para investir”.
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