Caem ciclistas, surgem vitórias. UAE segue em festa na Volta a Itália
A 9 de Maio, na etapa 2 da Volta a Itália, a Emirates ficou sem Adam Yates, o líder. Saiu também Jay Vine, um dos mais fortes na montanha. E abandonou ainda Marc Soler, um “lobo solitário” que andaria à caça de etapas. Nestas três perdas, todas fruto de uma queda no pelotão, a UAE tinha hipotecado, em teoria, a hipótese de algum sucesso no Giro 2026.A 20 de Maio, após a etapa 11, a equipa já vai com quatro triunfos em etapa. A vitória de Jhonatan Narváez nesta quarta-feira, a terceira do equatoriano nesta edição, adensou a ideia de que a UAE não precisa de uma equipa completa para vencer etapas.Em rigor, uma coisa até poderá estar ligada à outra. Com João Almeida, Tadej Pogacar ou Adam Yates, os demais ciclistas da equipa teriam de estar preocupados em ajudarem o líder, fosse ele quem fosse.Sem um verdadeiro candidato ao triunfo, todos têm liberdade para se aventurarem. Narváez já leva três, Igor Arrieta já venceu uma, Jan Christen já tentou a sua sorte e António Morgado já prometeu tentar em breve.Descanso para EulálioEste foi um dia relativamente tranquilo para o pelotão, com o camisola rosa Afonso Eulálio a não viver percalços – e o português bem precisava de um dia assim, depois de um esforço brutal no contra-relógio para conseguir aguentar a liderança.O perfil da etapa não tinha final em alto, mas tinha algumas contagens de montanha – embora nenhuma especialmente dura. Era, por isso, o desenho perfeito para que uma fuga vingasse e o pelotão permitiu que um grupo de aventureiros discutisse a etapa.Morgado trabalhou bastante para Narvaez no início do dia, permitindo que o colega integrasse a fuga da etapa. O lote de fugitivos chegou a ter uma dezena de ciclistas, com alguns nomes relevantes como Vlasov, Bettiol, Ulissi, Stuyven e, mais tarde, Narváez, Enric Mas e Scaroni.Narvaez e MasDepois de vários ataques na fuga, acabaram por ficar apenas Narváez e Mas e uma boa colaboração entre ambos permitiu manterem os perseguidores à distância.Enric Mas acabou por decidir colaborar, mesmo sabendo que o adversário seria sempre mais rápido na meta – mas se não colaborasse talvez o sprint final não fosse apenas a dois. A decisão não era fácil e o espanhol, que colaborou com Narváez, acabou por ficar sem nada na chegada a Chiavari, perto de Génova.No pelotão, a Bahrain protegeu bem a liderança de Afonso Eulálio e nunca deixou a vantagem da fuga crescer dos quatro minutos. Chegaram a 3m24s do vencedor e Eulálio mantém 27 segundos de vantagem para Jonas Vingegaard e 1m57s para Thymen Arensman, que chegou a ter o pódio ameaçado pela fuga a meio da etapa.Para esta quinta-feira está desenhada uma etapa com mais “sobe e desce” e duas subidas de terceira categoria nos últimos 100 quilómetros.



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