Ventura anuncia voto contra se “Governo mantiver fim do visto prévio nestes termos”

Ventura anuncia voto contra se “Governo mantiver fim do visto prévio nestes termos”

Ventura anuncia voto contra se “Governo mantiver fim do visto prévio nestes termos”

O presidente do Chega indicou, nesta segunda-feira, que, se o Governo mantiver a proposta como está, o partido vai votar contra a nova lei de organização do Tribunal de Contas, por não aceitar qualquer reforma que se traduza em “menos fiscalização”. Em causa está o fim do visto prévio para contratos abaixo de dez milhões de euros.“Se o Governo mantiver o fim do visto prévio nestes termos, se o Governo continuar a ter esta ideia de acabar com a fiscalização do Tribunal de Contas para os contratos públicos, basicamente, de matar o Tribunal de Contas, de matar a fiscalização, nós votaremos contra”, disse André Ventura no arranque das jornadas parlamentares do Chega, que decorrem entre esta segunda-feira e terça-feira, em Viseu.Na quarta-feira, o Parlamento debate a proposta do Governo para uma nova lei de organização e processo do Tribunal de Contas. “Nós não podemos aceitar reformas do Estado que consistam em menos fiscalização, e isso obviamente tem que ver com o limite, mas também com responsabilização política. Esta reforma tira a responsabilização política a quem comete actos ilícitos”, afirmou.Para André Ventura, “isto não é uma reforma, é aumentar o que já há em Portugal de bar aberto a favor da corrupção”.No dia 20 de Abril, o líder do Chega já tinha indicado que o partido não iria “dar o aval” às medidas do Governo para a reforma do Estado, considerando que diminuem “significativamente” os mecanismos de controlo contra a corrupção.No entanto, o Governo já sinalizou disponibilidade para negociar com o Chega e o PS os pressupostos da proposta de reforma da lei do Tribunal de Contas.


Contra a reforma laboralSobre as alterações à legislação laboral, André Ventura, assegurou que “não assinará nunca” uma reforma laboral que dificulte a vida dos trabalhadores e pediu ao Governo que faça um esforço de aproximação.“O Chega não assinará nunca nenhuma reforma que piore, que dificulte a vida a quem trabalha e a quem, em Portugal, quer no sector público, quer no sector privado, se esforça a trabalhar para termos o país a funcionar”, afirmou.Questionado sobre se poderá votar contra a reforma laboral, eventualmente ao lado do PS, respondeu: “Estamos muito longe disso ainda. Ainda nem chegou ao Parlamento o diploma, não sabemos que diploma é esse, só pelo que temos falado e pelo que, neste caso, eu próprio tenho falado com o primeiro-ministro. Mas isso não define reformas laborais, isso não faz lei.”André Ventura pediu também ao Governo que consiga fazer um “caminho de aproximação” às exigências do Chega e indicou que o partido “está onde sempre esteve”.Questionado sobre se o Chega está disposto a abdicar de alguma medida, o líder defendeu que “para haver alguma coisa a abdicar é preciso primeiro haver vontade de negociar e conhecer de que é que se está a falar, e o Governo optou por não dar a ninguém o conhecimento de que é que se está a falar e depois pedir um voto ao Chega sem sequer sabermos o que é que o Governo tem em cima da mesa”.“Foi tudo mal feito, foi tudo mal gerido. Mostra um Governo impreparado para fazer reformas”, sustentou.

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