Seis escolas portuguesas entre as melhores do mundo na formação de executivos
O ranking do Financial Times (FT) das melhores escolas do mundo para a formação de executivos passou a contar com seis escolas portuguesas, com a entrada da Católica Porto Business School. A Nova School of Business & Economics (Nova SBE) é a melhor classificada a nível nacional e é a primeira a chegar ao top 10 da avaliação geral, neste caso para o 9.º lugar, em programas customizados (desenhados à medida das necessidades específicas de um determinado grupo de participantes). Nos programas de inscrição aberta, esta escola também sobe várias posições, para 20.º lugar, consolidando a liderança entre as participantes nacionais.Os resultados de 2026, divulgados esta segunda-feira, mostram a forte subida da Nova SBE, mas também de outras escolas portuguesas, embora também se registem algumas descidas no selectivo ranking do FT.Entre as escolas de negócios nacionais quem também subiu posições na formação customizada foi o Iscte Business School, que passou da 44.ª posição para a 31.ª. Já o ISEG- Lisbon School ficou em 48.º lugar, sem variação face a 2025, mas a Universidade do Porto (com a Faculdade de Economia do Porto e a Porto Business School a serem avaliadas em simultâneo) caiu do 42.º para o 54.º lugar, e a Católica Lisbon School of Businss and Economics passou do 50.º para 76.º lugar. E há ainda a entrada, para 99.º lugar, da Católica Porto Business School.
Nos programas abertos, a segunda melhor escola portuguesa, posicionada em 26.º, é a Católica Lisbon School, recuperando 11 posições em relação ao último ano. Neste ranking está ainda a Universidade do Porto que recuperou do 43.º para o 35.º e o Iscte Business School, que também avançou do 68.º lugar para o 51.º. Menor desempenho teve o ISEG, que desceu duas posições para 70.º lugar e verificou-se a entrada, para 85.º lugar, Católica Porto Business School.Comentando os resultados alcançados, a Nova SBE considera que atingiu “um marco histórico na formação de executivos com a entrada para o top 10 mundial nos programas customizados”, que a posiciona “ao lado de instituições como a London Business School, IMD e INSEAD”.
A escola destaca ainda que no critério Future use — que avalia o nível de confiança e satisfação dos participantes, reflectido na probabilidade de voltarem a escolher a mesma escola para futuros programas — a escola sobe da 3.ª para a 2.ª posição mundial. E no indicador follow-up, que mede o acompanhamento prestado aos participantes após a conclusão dos programas, a Nova SBE sobe ao 6.º lugar no mundo.Pedro Brito, CEO da Formação de Executivos da Nova SBE, destaca que “os resultados agora alcançados confirmam que a Nova SBE não acompanha apenas as melhores escolas do mundo — destaca-se entre elas”.A Católica Lisbon School também destaca o facto de ser “a melhor escola em Portugal nos critérios de corpo docente (17.ª mundial), Métodos e Materiais de Ensino (24.ª mundial) e na qualidade e desenho dos programas (29.ª mundial), áreas consideradas fundamentais para o impacto da formação executiva”, destacando-se, nos programas desenvolvidos em parceria com empresas, “nos critérios de clientes internacionais (24.ª a nível mundial) e nas parcerias estabelecidas com escolas nacionais e internacionais, (35.ª mundial)”.“Sermos há 19 anos consecutivos uma das melhores escolas de negócios do mundo na área da formação executiva é motivo de grande orgulho e uma prova da nossa consistência e compromisso com a excelência, refere Filipe Santos, reitor da Católica-Lisbon.Já o ISEG Executive Education destaca a sua subida ao top 50 nos programas customizados onde se destacou particularmente “pelo desempenho no indicador partner schools, onde atingiu o 9.º lugar mundial”. “Este reconhecimento evidencia a capacidade da escola para desenvolver relações de colaboração sólidas e transformadoras com empresas e parceiros institucionais, desenhando soluções formativas à medida dos seus desafios estratégicos”, refere a nota enviada ao PÚBLICO.João Duque, Presidente do ISEG, sublinha ainda que “os rankings não são um fim em si mesmo, mas são um indicador importante da forma como o trabalho das escolas é reconhecido internacionalmente”.



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