Filas nos aeroportos levam Luís Montenegro a admitir suspensão de dados biométricos

Filas nos aeroportos levam Luís Montenegro a admitir suspensão de dados biométricos

Filas nos aeroportos levam Luís Montenegro a admitir suspensão de dados biométricos

O primeiro-ministro mostrou-se, nesta segunda-feira, insatisfeito com a actuação dos serviços de controlo de fronteiras devido às longas filas de espera nos aeroportos e disse que se a situação continuar admite suspender a recolha de dados biométricos.“Eu não escondo que estamos [o Governo] insatisfeitos com aquilo que tem sido a resposta dada por parte dos serviços de fronteira nos aeroportos, em particular, no de Lisboa. Vamos levar este esforço até ao limite para podermos ultrapassar a situação”, afirmou Luís Montenegro.O primeiro-ministro, que falava durante a inauguração das obras de estabilização do paredão de Moledo, em Caminha, num investimento de 180 mil euros, assegurou que o Governo irá tomar medidas mais duras, se a situação a isso obrigar.“Não queremos colocar em causa a segurança do país, mas também não queremos colocar em causa o movimento económico do país”, frisou o governante, que disse ter recebido relatos de “vários agentes económicos incomodados com essa situação”.Duas horas no PortoO controlo de fronteiras no aeroporto do Porto registou tempos de espera superiores a duas horas, admitiu a Polícia de Segurança Pública (PSP), que negou, no entanto, notícias sobre esperas de seis horas.


A PSP disse que o tempo máximo de espera no domingo, “com picos de tempos de espera entre as 9h e as 12h, nunca foi superior a 100 minutos em Faro, 110 minutos em Lisboa e 130 minutos no Porto” — uma hora e 40 minutos, uma hora e 50 minutos e duas horas e dez minutos, respectivamente.Num comunicado divulgado no domingo à noite, a PSP justifica os atrasos com razões técnicas e informáticas e com “elevada dimensão de passageiros fora do espaço Schengen”.Os três aeroportos controlaram cerca de 69 mil passageiros em voos vindos de fora do espaço Schengen, notou a polícia.


Luís Montenegro assegurou que o Governo está “a fazer um investimento enorme do ponto de vista do reforço dos reforços humanos”.“Ainda agora vão sair cerca de 300 elementos de um curso da PSP, precisamente, para funções que têm que ver com o controlo de fronteiras. Estamos a fazer um grande investimento do ponto de vista tecnológico. Estamos a cumprir todas as regras e obrigações dentro dos nossos compromissos no espaço Schengen”, frisou.Segundo o primeiro-ministro, o Governo “está a centralizar, ou a fazer esse caminho, no que diz respeito a mecanismo de manutenção e, portanto, de agilidade do ponto de vista da assistência aos equipamentos que temos”.“Estamos a fazer tudo o que nos compete para podermos ter mais capacidade de resposta” observou.Sem comentários sobre Base das LajesQuestionado pelos jornalistas, Montenegro escusou-se a comentar o uso da Base das Lajes pelos Estados Unidos, afirmando que o ministro dos Negócios Estrangeiros já prestou declarações sobre o assunto.Acompanhado pela ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, o primeiro-ministro foi informado pelo presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado, que estão em curso 30 intervenções de recuperação dos danos causados pelas tempestades de Janeiro.“Esta obra foi feita e, bem-feita num timing que não se estava à espera. Achávamos que não íamos ter praia, este ano”, realçou a ministra do Ambiente.

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