Pelo menos 46 pessoas raptadas em ataques a escolas na Nigéria
Segundo o presidente da CAN no estado de Oyo, o reverendo Elisha Olukayode Ogundiya, as crianças têm entre 2 e 16 anos.
Os ataques ocorreram na sexta-feira e visaram simultaneamente a escola infantil e primária batista de Yawota e outras duas instituições de ensino em Esiele.
O reverendo precisou que não tinha informações sobre a identidade dos atacantes nem sobre um eventual pedido de resgate.
A polícia nigeriana confirmou tratar-se de um “ataque coordenado”, sem adiantar o número de vítimas.
O governador do estado de Oyo, Seyi Makinde, afirmou no domingo que sete professores também foram sequestrados e que um professor de estudos corânicos foi morto durante o ataque.
Segundo o governador, os atacantes pertencem a grupos armados que fugiram do noroeste da Nigéria, onde as forças armadas intensificaram operações contra bandos criminosos e grupos ligados a movimentos extremistas islâmicos.
Os sequestros em escolas são raros no estado de Oyo, cuja capital, Ibadan, é um dos principais centros educativos do país.
Na sexta-feira, dezenas de estudantes foram também raptados, mas no estado de Borno (nordeste).
De acordo com moradores e pais, entre 35 e 43 alunos foram raptados da escola primária da aldeia de Mussa.
A aldeia, no distrito de Askira Uba, no estado de Borno, fica na orla da Floresta de Sambisa, uma reserva natural que se tornou um santuário para extremistas islâmicos.
A Nigéria enfrenta há anos violência atribuída a grupos extremistas e a bandos armados conhecidos localmente como “bandidos”, responsáveis por raptos para obtenção de resgates, sobretudo nas regiões norte e centro do país.
Face ao aumento dos ataques nos últimos meses, o Governo de Abuja declarou o estado de emergência de segurança e o Presidente, Bola Tinubu, ordenou o reforço das operações contra os grupos armados.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou recentemente que os cristãos da Nigéria estão a ser “perseguidos” por “terroristas”, acusações rejeitadas por Abuja e por vários especialistas, enquanto Washington destacou cerca de 200 soldados para apoiar e treinar as forças armadas nigerianas no combate aos grupos armados.
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