Partidos felicitam Melo, mas criticam discurso: "Prova de vida do CDS"
“Nuno Melo fez um discurso muito para dentro, um discurso para tentar manter o seu eleitorado e dar uma prova de vida do CDS”, afirmou o líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, para quem as críticas do presidente dos centristas foram “extremamente injustas para o Chega que “tem estado sempre disponível para dialogar e para conversar com este Governo”.
“Não houve uma palavra sobre justiça, que era uma das bandeiras sempre do CDS, preferiu atacar o Chega”, afirmou Pedro Pinto, dizendo-se “perfeitamente confortável com isso”, apesar de considerar que no discurso que apelidou de “pouco feliz” Nuno Melo ter também dito, nalguns pontos, “mais ou menos aquilo que o Chega vem dizendo já há algum tempo”, em matérias como a imigração ou a lei do retorno.
Em representação do Chega, no encerramento do congresso, Pedro Pinto apontou como “fator mais positivo do discurso” de Nuno Melo a declaração de que o partido irá “a jogo” na revisão constitucional.
“Há um dos dois partidos que formam o Governo em Portugal que vai nos acompanhar nessa revisão constitucional e parece-nos muito importante que isso aconteça”, disse, aludindo a um “momento histórico e único” em que a direita tem uma maioria no parlamento.
“Podemos fazer muita coisa na revisão constitucional”, disse.
Posição diferente adotou o presidente da distrital socialista, Gonçalo Lopes, que contornou o tema ao afirmar que “o PS está preocupado é com a vida das pessoas, é aí que tem que estar focado, é aí que se espera uma alternativa credível”, face à crise dos combustíveis, aos conflitos internacionais e aos problemas dos portugueses.
“É necessário, de facto, que todos os partidos, independentemente das suas escolhas, estejam focados naquilo que é a restituição de uma qualidade de vida que os portugueses ambicionam”, afirmou o socialista, lamentando que no encerramento do congresso se tenha “ouvido muito falar do passado, sobre bandeiras que o partido tem e que deixou de perder para outros partidos”.
Gonçalo Lopes esperava antes que o congresso tivesse sido “a oportunidade para falar para fora, do futuro de Portugal”, sobretudo dos momentos mais difíceis que se estão a viver, “em que o custo de vida dos portugueses é um dos problemas atuais da nossa sociedade”.
Já a Iniciativa Liberal, representado no Congresso por Jorge Teixeira, viu com agrado que o CDS se junte à proposta de revisão da Constituição, processo em que defende que “todos os partidos devem participar”
“Esta ideia de que é um processo de revisão constitucional à direita pertence sobretudo ao Partido Socialista, que se está a excluir do processo”, mas, se quiser entrar, “também será bem-vindo”, numa declaração em que saudou a eleição de Nuno Melo, mas deixou também críticas a “algumas referência menos simpáticas” do presidente do CDS ao seu partido.
DA/FM // EJ
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