EUA pedem pena de morte para acusado de matar a tiro diplomatas de Israel

EUA pedem pena de morte para acusado de matar a tiro diplomatas de Israel

EUA pedem pena de morte para acusado de matar a tiro diplomatas de Israel


Elias Rodriguez enfrenta acusações federais de crime de ódio e homicídio pelas mortes de Yaron Lischinsky e Sarah Milgrim, quando estes saíam de um evento no museu, em maio do ano passado.

Segundo a acusação apresentada ao tribunal, Rodriguez gritou “Palestina Livre” durante o tiroteio e, posteriormente, disse à polícia: “Fiz isto pela Palestina, fiz isto por Gaza”.
Além do um crime de ódio associado a homicídio, a acusação inclui uma notificação de conclusões especiais, que permite aos procuradores pedir a pena de morte.
“A minha mensagem para qualquer pessoa que procure cometer violência política neste distrito: Washington, D.C. não é lugar para isto. Serão responsabilizados e enfrentarão toda a força da lei”, disse hoje Jeanine Pirro, procuradora para o Distrito de Columbia, numa conferência de imprensa, em que revelou a decisão do Departamento de Justiça sobre a pena de morte.
As acusações de crimes de ódio significam que os procuradores terão de provar que Rodriguez foi motivado por antissemitismo quando abriu fogo contra Lischinsky e Milgrim, um jovem casal que estava prestes a ficar noivo. Milgrim, de 26 anos, era cidadã norte-americana e Lischinsky, de 30 anos, era cidadão israelita e trabalhava nos Estados Unidos.
Os procuradores descreveram o homicídio como calculado e planeado, afirmando que Rodriguez voou de Chicago para a região de Washington antes do evento de 21 de maio no Museu Judaico, com uma pistola na bagagem de porão.
Segundo testemunhas, aguardou no exterior do museu antes de se aproximar de um grupo de quatro pessoas e abrir fogo. Imagens de câmaras de segurança mostraram Rodriguez a aproximar-se de Lischinsky e Milgrim enquanto estes caíam no chão, debruçando-se sobre eles e continuando a disparar. Pareceu recarregar a arma antes de sair a correr, disseram as autoridades.
Após o tiroteio, as autoridades afirmam que Rodriguez entrou no museu e disse: “Fiz isto pela Palestina, fiz isto por Gaza, estou desarmado”. Disse ainda aos detetives que admirava um membro da Força Aérea em serviço ativo que se imolou pelo fogo em frente à Embaixada de Israel em fevereiro de 2024, descrevendo o homem como “corajoso” e um “mártir”.
Na petição judicial, os procuradores afirmam que as ações de Rodriguez foram “motivadas pelo preconceito político, ideológico, nacional e religioso, desprezo e ódio”. O homicida confesso “visou indivíduos que, na sua perceção, tinham participado num evento para jovens profissionais judeus (…) para amplificar o efeito dos seus crimes”, escreveram.
Os advogados de Rodriguez não responderam a um e-mail a solicitar comentários.  
A próxima audiência de Rodriguez está marcada para 30 de junho e a data do julgamento ainda não está definida.
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