Índia considera "inaceitável" ataque a embarcação no Estreito de Ormuz
Um navio de bandeira indiana naufragou em águas de Omã após um possível ataque com drones ou míssil, confirmou a Índia, esta quinta-feira.
O incidente marca a segunda embarcação perdida naquela região, desde o início do conflito com o Irão, a 28 de fevereiro, e que fez com que centenas de navios ficassem à deriva e mais de 20 mil tripulantes ficassem impossibilitados de navegar pelo Estreito de Ormuz, em direção do Golfo de Omã.
O barco, um dhow (uma embarcação tradicional de madeira e à vela), seguia a caminho dos Emirados Árabes Unidos, vindo da Somália, quando foi atingido na madrugada de quarta-feira, revelou o Ministério da Marinha Mercante da Índia.
O impacto do drone ou míssil causou um incêndio a bordo, que acabou por resultar no naufrágio. No entanto, todos os 14 tripulantes foram resgatados com sucesso pela Guarda Costeira de Omã e transportados para o porto de Diba.
Segundo relatos, a embarcação transportava gado. Fontes de segurança marítima avaliaram separadamente que provavelmente se tratou de um ataque com drone.
“O ataque a um navio de bandeira indiana ao largo da costa de Omã ontem é inaceitável e repudiamos de que a navegação comercial e os marinheiros civis continuem a ser alvos”, referiu o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Índia em comunicado, citado pelo Independent.
O ministério apela ainda a que sejam evitados “ataques a navios comerciais e o risco para tripulantes civis inocentes, ou qualquer outra forma de impedir a liberdade de navegação e comércio”.
O conflito com o Irão aumentou drasticamente os riscos para a navegação comercial no Golfo, particularmente em redor do Estreito de Ormuz, uma rota vital, com vários navios a terem sido atacados ou danificados desde 28 fevereiro.
Os Estados Unidos impuseram um bloqueio aos navios e portos iranianos, apesar de estar em vigor um cessar-fogo desde 8 de abril. A trégua foi mediada pelo Paquistão para permitir negociações entre Teerão e Washington, que foram infrutíferas até agora.
A guerra causou milhares de mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano, e afeta quase todos os países da região.
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