Chanceler alemão confiante na coesão da NATO apesar das tensões com EUA
“A força da NATO não depende apenas do número de tropas, mas de objetivos comuns, e essa unidade permanece intacta”, afirmou, em declarações aos jornalistas, durante uma visita a Estocolmo, onde participou numa reunião de conservadores suecos liderada pelo primeiro-ministro, Ulf Kristersson.
“Não tenho nenhuma dúvida de que os Estados Unidos têm um grande interesse em contar com um componente europeu forte da NATO ao seu lado e vice-versa”, acrescentou.
Atualmente, os Estados Unidos mantêm cerca de 86.000 militares destacados na Europa, dos quais aproximadamente 39.000 na Alemanha, segundo dados do exército norte-americano de meados de abril.
Estes números, no entanto, estão sujeitos a variações frequentes devido a rotações periódicas e exercícios militares.
A tensão entre os aliados transatlânticos agravou-se com as críticas do chanceler alemão à estratégia do Presidente norte-americano, Donald Trump, em relação ao Irão, que fizeram com que o Pentágono (Departamento de Defesa) anunciasse a retirada de tropas norte-americanas estacionadas na Alemanha ao abrigo da Organização do Tratado do Atlântico-Norte (NATO).
A decisão de retirar 5.000 militares levanta questões sobre o futuro da presença militar dos Estados Unidos na Europa e o seu impacto no equilíbrio de segurança no continente, num momento de reajuste de prioridades estratégicas por parte de Washington.
Trump tem denunciado há anos que os Estados Unidos estão a ser vítimas de uma fraude por parte dos seus parceiros europeus, acusando-os de não cumprirem com o montante de financiamento que ele defende para o bloco de defesa ocidental.
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