TECNOLOGIA

Uso de IA no Trabalho Sobe para 45%, Aponta Estudo do Fed

Uso de IA no Trabalho Sobe para 45%, Aponta Estudo do Fed

A inteligência artificial generativa deixou definitivamente a fase de novidade experimental para se consolidar como uma ferramenta corrente no ambiente de trabalho. Uma nova pesquisa conduzida pelo Federal Reserve Bank of St. Louis revelou que a proporção de profissionais que recorrem à tecnologia para realizar suas funções aumentou expressivamente, alcançando a marca de 45% da força de trabalho. O estudo oferece um dos diagnósticos mais detalhados sobre como a automação inteligente está a redesenhar a rotina corporativa moderna.

Com base em entrevistas com cerca de 14 mil trabalhadores, o levantamento do banco central norte-americano identificou que ferramentas de modelos de linguagem já se encontram presentes em mais de 80% das ocupações monitoradas. Esse número considera todas as carreiras onde pelo menos 20% dos colaboradores declararam recorrer a assistentes virtuais no expediente. Contudo, por trás da ampla disseminação, os economistas observaram um contraste marcante entre alcance geográfico ou setorial e a profundidade real de uso no dia a dia.

Adoção ampla, mas ainda com aplicação desigual

Embora a presença da inteligência artificial se faça notar em quase todos os setores da economia, apenas 40% das ocupações registam uma adesão superior a 50% entre os seus membros. A disparidade torna-se ainda mais evidente quando os analistas decompõem as rotinas de trabalho em tarefas operacionais isoladas.

Segundo a pesquisa, menos de 3% das tarefas específicas contam com o apoio da inteligência artificial por mais da metade dos profissionais encarregados de executá-las. Isso demonstra que grande parte das equipas utiliza o recurso de maneira pontual, sem delegar processos críticos completos aos sistemas inteligentes.

O avanço da inteligência artificial transformou a rotina dos escritórios, mas a consolidação de processos estruturados ainda depende de maturidade técnica e governança interna.

O peso da experiência na produtividade real

Um dos pontos centrais apontados pelo estudo é a correlação direta entre o tempo de contacto com a ferramenta e o seu valor prático. Profissionais que utilizam soluções de IA generativa há pelo menos seis meses tendem a integrá-las em um número muito mais amplo de atividades diárias, com ganhos concretos de fluidez e eficiência.

Enquanto utilizadores iniciantes costumam limitar a tecnologia à correção textual ou a buscas superficiais, colaboradores experientes aproveitam os algoritmos para operações de maior complexidade, incluindo:

  • Triagem e síntese documental: consolidação acelerada de longos relatórios e fontes bibliográficas;
  • Organização de fluxos de informação: preparação de estruturas de projetos e planeamento operacional;
  • Análise comparativa de dados: suporte no cruzamento de indicadores essenciais para tomada de decisões executivas.

O relatório conclui que a curva de aprendizagem é agora o fator decisivo para transformar a tecnologia num motor de produtividade, exigindo que empresas invistam em treino contínuo para evitar retrabalhos decorrentes de comandos vagos ou inconsistentes.

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