Lisboa acolhe em junho a primeira mostra de cinema sobre Arqueologia

Lisboa acolhe em junho a primeira mostra de cinema sobre Arqueologia

Lisboa acolhe em junho a primeira mostra de cinema sobre Arqueologia


A mostra de cinema, hoje apresentada, é uma iniciativa do Museu de Lisboa — Teatro Romano e vai acontecer entre os dias 18 e 21 de junho, no cinema São Jorge.

Durante quatro dias, haverá oficinas para os mais novos, sessões de curtas-metragens, debates, médias e longas-metragens documentais dedicadas “à arqueologia, à História, ao passado, apresentando abordagens muito diversas” sobre o património português e herança histórica.
A maioria dos filmes escolhidos é de produção portuguesa, que registam e documentam achados e investigações arqueológicas, como “A Villa dos Centauros” (2023), do investigador Raul Losada, e “O Ouro de Tresminas” (2015), de Rui Pedro Lamy.
“A Villa dos Centauros” retrata a descoberta, no concelho de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, de um mosaico com “uma das raras representações de uma luta de centauros no Império Romano”.
“O ouro de Tresminas – Território mineiro do ouro romano” centra-se “numa das mais importantes áreas mineiras de ouro de todo o Império Romano”, em Tresminas, no concelho de Vila Pouca de Aguiar, no distrito de Vila Real.
A abertura da mostra acontece com os filmes “Ecos da cidade dos mortos” (2022), de Raul Losada, retratando a relação da Lisboa romana com a morte, e “Que a terra te seja leve” (2023), de Marta Guedes, sobre ruínas romanas em Tróia (Setúbal).
Haverá ainda dois filmes já estreados nos cinemas e recuperados para esta mostra: “As estações” (2025), de Maureen Fazendeiro, sobre o trabalho de um casal de arqueólogos no Alentejo, e “Contos do esquecimento” (2023), de Dulce Fernandes, sobre uma escavação arqueológica em Lagos, no distrito de Faro, que revelou histórias de violência sobre africanos escravizados.
Da programação faz parte ainda “The Cave of the Forgotten Dreams” (2010), documentário de Werner Herzog feito numa rara incursão na gruta de Chauvet, no sul de França, que tem inscrita arte rupestre com 30.000 a 36.000 anos.
A ele juntam-se ainda “Pompeia — Cidade do Pecado” (2021), de Pappi Corsicato, sobre a cidade atingida há quase 2.000 pela erupção do Vesúvio, e “Los constructores de la Alhambra” (2022), de Isabel Fernández, sobre o monumental palácio e fortaleza muçulmanos erigidos em Granada, Espanha.
Em complemento ao cinema, esta iniciativa inclui debates com investigadores, arqueólogos, realizadores e jornalistas, para falarem sobre formas de representar e comunicar sobre Arqueologia.
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