Supremo retira da lei normas sobre terapias de conversão sexual em Guanajuato

Supremo retira da lei normas sobre terapias de conversão sexual em Guanajuato

Supremo retira da lei normas sobre terapias de conversão sexual em Guanajuato

De acordo com a ação de inconstitucionalidade, o Supremo mexicano sustentou que os Esforços para Corrigir a Orientação Sexual, ou a Identidade ou Expressão de Género (Ecosieg) podem atingir “o limiar da tortura ou equiparar-se a outros tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes”.

O tribunal salientou que as terapias de conversão “atentam contra os direitos à igualdade e à não discriminação, ao livre desenvolvimento da personalidade, à saúde e à integridade pessoal”.
“A proteção da família não pode justificar regimes de sanção insuficientes face a condutas que prejudicam gravemente o bem jurídico tutelado, a orientação sexual e a identidade ou expressão de género”, sublinhou a relatora do acórdão, María Estela Ríos.
O tribunal invalidou também uma disposição que excluía o crime quando uma vítima maior de idade supostamente dava o seu “consentimento informado”.
Com a resolução, o Supremo mexicano impugna dois parágrafos de um artigo do Código Penal de Guanajuato, que estabelece uma pena de 20 a 60 dias para o pai, mãe ou tutor da “vítima”, bem como tratamento psicoterapêutico integral pelo tempo que o juiz determinar.
“Os Ecosieg carecem de qualquer justificação médica, psicológica ou científica e, além disso, colocam em risco a integridade física, mental e emocional, e até mesmo a vida das pessoas”, refere a ação de inconstitucionalidade.
Com a decisão, o mais alto tribunal de justiça do país estabelece que estas práticas violam a Constituição e alinha-se com as normas internacionais; além disso, une-se à reivindicação dos direitos das pessoas LGBTIQ+.
Recorde-se que a Organização Mundial de Saúde (OMS) manteve a homossexualidade no seu catálogo de doenças até 17 de maio 1990.
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