Brasileiro Zeca Veloso estreia-se em nome próprio no Coala Festival

Brasileiro Zeca Veloso estreia-se em nome próprio no Coala Festival

Brasileiro Zeca Veloso estreia-se em nome próprio no Coala Festival


Em declarações à agência Lusa, o músico afirmou-se com “grande expectativa” relativamente à participação no Coala Festival, referindo o seu gosto por Portugal. 

O músico disse conhecer o conceito do Coala, tendo assistido uma vez ao Festival, em S. Paulo, quando foi ver o espetáculo do músico multi-instrumentista Zé Ibarra.
O Festival Coala realiza-se nos próximos dias 30 e 31 no Hipódromo Manuel Possolo, em Cascais, com um cartaz que promove a diversidade cultural, com mistura de ritmos, estilos e tradições musicais.
Zeca Veloso abre o cartaz do dia 30 que é encerrado pelo pai, Caetano Veloso, pelas 22:35, e do qual fazem parte os DJSets MdM, Mulaca, Caan Dun e Giu Nunez, e os músicos Bonga, Branko e TuYo e Slow J.
Zeca Veloso disse que vai cantar “quase todas as canções” de “Boas Novas”, mas também outras, nomeadamente, “Não Tem Tradução”, do repertório de Noel Rosa (1910-1937), “Volta Por Coma”, de Paulo Vanzolini (1924-2013), “e algumas canções de Tim Maia” (1942-1998).
“Vou apresentar um alinhamento bastante diverso”, adiantou.
Zeca Veloso, que atua pela primeira vez no Festival Coala, vai ser acompanhado por uma banda formada pelos músicos Lucca Noacco, diretor musical e responsável pelos arranjos musicais, Antonio Dal Bó, Carlos Junior, Pedro Fonte, Pablo Carvalho, Diogo Gomes e Jorge Continentino.
Referindo-se ao álbum “Boas Novas”, que será central no alinhamento do espetáculo, Zeca Veloso disse que “vem de Deus, de uma inspiração divina”.
“É isso que eu sei, ele [o álbum] fala de assuntos culturais, do Brasil, de coisas da minha própria experiência, de um tempo recente e outro não tão recente, mas principalmente ele fala do aprofundamento da minha relação com Deus, da minha experiência espiritual”, explicou.
À Lusa, o músico frisou a sua “inspiração divina”, apesar de abordar assuntos diversos, mas não é necessariamente um disco de temática religiosa. “Aborda assuntos diversos sobre os quais já pensei durante a minha vida”, acrescentou.
As canções do álbum começaram a ser compostas em 2018 e fivaram concluídas em 2021. Canções que “tratam de assuntos dos quais estava mais próximo”.
O álbum inclui dez temas, entre eles “Talvez Menor”, “Desenho de Animação”, “Tua Voz”, “Salvador” e “O Sal Desse Chão”.
“Mesmo que não falem diretamente de espiritualidade, na hora de compor partem desse mesmo lugar Deus/Jesus, a composição sempre vem desse lugar”, sublinhou, acrescentando: “Procurando uma maior proximidade ou intimidade com Deus”.
Essa procura de ligação com o divino expressa-se nas referências, nas letras, nas várias referências à natureza, como o sol, “que está muito presente” na obra do pai, reconheceu, mas “tem outras coisas como a chuva, a tempestade, o trovão, o fogo, o vento e outros elementos”.
Ser filho de Caetano Veloso “é difícil, é fácil, é bom”, disse o músico reconhecendo influências do criador de “O Leãozinho”. “Uma influência muito grande até pela convivência”. À Lusa, Zeca afirmou que “há influência musical, mas muito mais de cabeça, de gosto, de como entender e analisar as coisas”.
Zeca Veloso estreou-se em Portugal ao lado do pai, na digressão “Ofertório”, em 2019, num concerto em que também participaram os irmãos, e que foi a sua estreia profissional.
Esta atuação em Cascais pode ser um “cartão de visita” para futuras atuações na Europa, em nome próprio, reconhece.
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