Greve geral. Madeira pediu garantia de serviços mínimos de abastecimento
Numa carta enviada ao ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, hoje divulgada, o secretário regional madeirense da Economia, José Manuel Rodrigues, alertou “para o impacto que a paralisação poderá ter nos movimentos de carga e descarga dos navios que asseguram o fornecimento semanal da Região”.
O governante destacou que “numa região insular, qualquer perturbação nesta operação pode afetar o acesso da população a bens alimentares e de saúde”.
José Manuel Rodrigues salientou que a greve pode “comprometer o abastecimento dos serviços regionais de saúde, o escoamento de produtos regionais e a normal atividade das empresas, com reflexos no custo final dos bens e na disponibilidade de mercadorias”.
Na missiva enviada esta sexta-feira, José Manuel Rodrigues argumentou que os serviços mínimos já previstos no aviso de greve “não são, por si só, suficientes para acautelar as necessidades da Região”.
No seu entender, deve ser garantida pelo menos uma embarcação no dia da greve para navios de abastecimento às Regiões Autónomas e para a movimentação de navios, “quando esteja em causa a disponibilidade de cais para mercadorias com destino ou origem nas ilhas”.
O secretário regional apelou à intervenção do ministério das Infraestruturas e Habitação, em articulação com o ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, “para assegurar o regular abastecimento da Madeira e prevenir constrangimentos no fornecimento de carga à Região”.
A CGTP-IN entregou um pré-aviso de greve geral para 03 de junho contra as alterações à lei laboral, após as negociações com o Governo terem terminado sem acordo.
O Governo aprovou na semana passada em Conselho de Ministros a proposta de lei de revisão da lei laboral, que será discutida no parlamento.
O anúncio foi feito pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, em conferência de imprensa, uma semana depois de o Governo ter dado por terminadas as negociações sobre as alterações à legislação laboral sem acordo na Concertação Social.
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