Confirmada libertação de 38 presos políticos na Venezuela

Confirmada libertação de 38 presos políticos na Venezuela

Confirmada libertação de 38 presos políticos na Venezuela


“Até ao momento registámos 38 libertações de presos políticos na Venezuela esta semana, desde 18 de maio, 36 homens e 2 mulheres”, anunciou o advogado diretor do FP na sua conta da X.

A acompanhar o balanço, Alfredo Romero, divulga um vídeo explicando que libertar os presos políticos “não é um favor, não é um gesto”, mas sim “uma obrigação”.
“A Venezuela tem hoje mais de 400 presos políticos. Cada novo anúncio de libertações que não os inclua a todos é, simplesmente, mais uma manobra do regime”, afirma citando o caso de um general que está preso há mais de 9 anos, “sem julgamento, e sem condenação”.
As 38 libertações confirmadas pelo FP têm lugar no âmbito de um anúncio feito pelo presidente do parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, em 19 de maio último, sobre a libertação até sexta-feira de um grupo de 300 pessoas, entre elas antíguos funcionários da extinta Polícia Metropolitana, alegadamente envolvidos nos violentos acontecimentos que em abril de 2002 afastaram temporariamente Hugo Chávez do poder.
Entretanto, dezenas de pessoas, entre elas representantes de sindicatos e familiares de presos políticos bloquearam hoje a Autoestrada Francisco Fajardo, em Caracas, para exigir a libertação de todos os presos políticos, cujo número varia entre 450 e 700 segundo os registos das distintas organizações não governamentais.
O bloqueio tem lugar depois de na quarta-feira, em absoluto silêncio, centenas de venezuelanos marcharem pelas ruas do leste de Caracas reclamando as mortes de detidos sob custódia do Estado, exigindo a demissão do ministro do Serviço Penitenciário, Júlio Garcia Zerpa e a libertação de todos os presos políticos das cadeias da Venezuela.
Aos jornalistas a mãe do preso político José Miguel González Estrada denunciou hoje que a companheira do filho, Yanín Pernía, também ela presa política, foi vítima de uma agressão sexual em grupo perpetrada por guardas do Instituto Nacional de Orientação Feminina de Los Teques (INOF).
Zoraida González Rico explicou que na agressão participaram pelo menos 30 guardas da prisão e exigiu medidas de proteção urgente a favor da detida, atenção psicológica e de saúde.
Por outro lado, a ativista Andreína Baduel, do Comité pela Libertação dos Presos Políticos (Clippve), irmão de um preso político, insistiu que não é a primeira vez que as autoridades anunciam a libertação de presos políticos, lamentando que os números oficiais sejam diferentes dos das ONG e dos familiares.
“Queremos acreditar que desta vez vão realmente cumprir o prometido, mas precisamos de ações e números concretos”, disse.
Dados da organização Justiça, Encontro e Perdão dão conta de que em 19 de maio na Venezuela estavam presas 654 pessoas por motivos políticos, entre elas 26 estrangeiros.
Entre os estrangeiros encontram-se cinco portugueses cujos nomes foram entregues às autoridades venezuelanas, no âmbito das visitas ao país do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, e do líder do Partido Socialista português, José Luís Carneiro, antigo titular da pasta, em finais de março.
Durante as visitas, ambos sublinharam às autoridades locais o interesse de Portugal em que os presos políticos portugueses sejam libertados.
Aquando das visitas estavam presos 6 portugueses, tendo entretanto sido libertado um deles.
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