Chega adia congresso para último trimestre do ano
“O Conselho Nacional do partido Chega aprovou, por unanimidade, na noite desta quinta-feira, a marcação de eleições para as comissões políticas distritais e regionais e o adiamento da realização da Convenção Nacional”, pode ler-se no comunicado enviado à comunicação social.
O congresso do partido ficou assim adiado para “o último trimestre do ano” e as eleições para as estruturas distritais e regionais “para os dias 28 de junho e 05 de julho”.
Em 14 de abril, o líder do Chega, André Ventura, tinha admitido que o congresso do partido, que estava previsto para este mês de maio, poderia ser adiado para depois das eleições dos órgãos locais e regionais.
“Nós vamos ter um Conselho Nacional que vai determinar exatamente o dia do congresso e a eleição dos delegados. É possível que haja aqui algum adiamento, sobretudo porque o partido terá que realizar também eleições em todos os seus órgãos distritais e regionais, e é isso que está nessa fase de organização neste momento”, disse então.
Em 24 de fevereiro, o partido anunciou que a Direção Nacional iria propor a realização da próxima convenção nos dias 08, 09 e 10 de maio, uma reunião magna em que seriam eleitos novos órgãos nacionais e votadas alterações aos estatutos.
Hoje, no discurso de abertura deste Conselho Nacional, o presidente do Chega, André Ventura, tinha pedido aos militantes responsabilidade e unidade em torno da sua liderança, avisando que, caso o partido se preocupe mais com a vida interna do que com o país, arrisca tornar-se secundário para os portugueses.
“Luís Montenegro disse que sabia que havia pessoas no PSD que não concordavam com ele e, por isso, que os seus adversários saíssem da toca e viessem à luta. Eu tenho outra coisa para vos propor hoje. Eu não vos quero propor que venham à luta, eu quero vos propor que nos juntemos por Portugal nestes próximos meses”, disse Ventura.
O presidente do Chega pediu responsabilidade aos militantes nestes próximos meses para evitar “distúrbio de sintonia e perturbação”.
“Não vos estou a pedir que desistam daquilo que são, não vos estou a pedir que abdiquem daquelas que são as vossas convicções, não vos estou a pedir que abdiquem das vossas ambições, não vos estou a pedir sequer que abdiquem das vossas aspirações internas. Estou-vos a pedir o que um líder político deve pedir quando mete o seu país primeiro”, justificou.
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