Mata namorada e tenta oficializar relação após crime para ficar com casa
Um homem de 45 anos matou a namorada, de 22, e tentou oficializar o relacionamento com a vítima, após o crime, para ficar com o património herdado pela mesma, na sequência da morte do pai. O crime aconteceu em Belo Horizonte, no Brasil, e foi descoberto nos últimos dias.
De acordo com o G1, que avança com a notícia, Adalton Martins Gomes foi detido e colocado em prisão preventiva na passada sexta-feira, 15 de maio, depois da morte de Giovanna, inicialmente tratada como suicídio, ter sido dada como suspeita.
Suspeito e vítima namoravam há cerca de quatro meses. Apesar de Adalton ainda não estar divorciado da mulher com quem teve quatro filhos, tentou oficializar a relação com Giovanna após o crime.
Ao jornal brasileiro, a investigadora Ariadne Coelho revelou que o suspeito pediu o “reconhecimento de união estável post mortem” e “mandou vários áudios para amigas das vítima, para uma de forma mais insistente, intimidatória, até, para que ela o ajudasse nesse reconhecimento”. E isso no dia do funeral. O que leva a crer que tinha “interesse patrimonial”.
Segundo o advogado da família de Giovanna, a jovem herdou do pai o apartamento onde morava, avaliado em cerca de 900 mil reais (153 mil euros) e 200 mil reais (perto de 35 mil euros).
“Apenas alguns dias depois de terem começado a namorar, ele trocou a conta da luz, colocou a mesma em nome dele […]. Eu já era advogado da Giovanna em alguns processos, para lidar com a pensão de alimentos, do inventário que o pai lhe tinha deixado. O Adalton foi até ao meu escritório para eu renunciar aos processos, queria contratar outro advogado para resolver os casos da Giovanna”, contou ainda José Eustáquio Alves Júnior.
“Destruiu a vida dela, acabou com os sonhos dela”
Giovanna foi encontrada morta no apartamento onde morava, deixado pelo pai, em Belo Horizonte, no dia 9 de fevereiro deste ano.
Quem encontrou o corpo foi a amiga Ludmylla Aparecida Dias, que estranhou o facto de a estudante não responder às mensagens, nem comparecer ao almoço que tinham marcado. Por suspeitar que algo de mau tinha acontecido – e ter as chaves do imóvel – dirigiu-se ao local e entrou, deparando-se com a amiga inconsciente e sem sinais vitais. A jovem ainda chamou por ajuda, mas já não havia nada a fazer.
Segundo a Polícia Civil, Giovanna tinha um “histórico depressivo”. Pela casa foram encontradas espalhadas várias caixas de medicamentos, pelo que o caso foi, inicialmente, interpretado como suicídio.
No entanto, as investigações sofreram uma reviravolta com o resultado da autópsia. A jovem morreu asfixiada, por sufocação direta, e não por intoxicação medicamentosa.
E o namorado, apanhado pelas câmaras de videovigilância a sair descontraidamente do prédio, no dia do crime, foi a última pessoa a vê-la viva.
Após a morte de Giovanna, contaram vários vizinhos às autoridades, Adalton terá levado outras mulheres para o apartamento da namorada e impediu que familiares desta lá entrassem.
Sabe-se agora que tem cadastro por “importunação sexual” e “violência psicológica” noutros relacionamentos.
O que falta saber, segundo a inspetora responsável pela investigação do caso é se foi morta com o auxílio de uma almofada ou se “por meio das mãos” do homicida.
Ao G1, Ludmylla lamentou a morte da amiga. “Ele acabou com ela, destruiu a vida dela. Acabou com os seus sonhos, com o seu futuro”, concluiu.
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