Vitória SC falha objetivo entre aposta jovem e demissão diretiva
O pior desempenho desde a temporada 2017/18, que também valera aos vitorianos a nona posição, ficou aquém das expectativas traçadas pelo presidente António Miguel Cardoso, que, em 30 de agosto de 2025, prometeu a demissão caso a equipa ficasse abaixo do quinto lugar, algo que viria a cumprir em 14 de abril, quando era notório que a classificação seria inferior.
Além de desencadear eleições, marcadas para 13 de junho, a demissão marcou um campeonato pautado pela instabilidade interna e a utilização de 11 futebolistas com 22 anos ou menos, com parca experiência de I Liga, entre elementos oriundos da formação vitoriana como Noah Saviolo, Diogo Sousa, Gonçalo Nogueira e Miguel Nogueira e reforços como Oumar Camara e Tony Strata.
Contratado após sagrar-se campeão da II Liga pelo Tondela, o treinador Luís Pinto apresentou, logo nos primeiros testes da pré-temporada, a equipa montada num sistema tático ‘3-4-3’, do qual viria a abdicar no final de agosto, a favor do ‘4-3-3’ a que o clube se habituara na época transata.
Face às saídas tardias no ‘mercado de verão’ de jogadores da ‘espinha dorsal’ de temporadas anteriores, nomeadamente o defesa Borevkovic e os médios Tomás Händel, Tiago Silva e Nuno Santos, o técnico em estreia na I Liga acelerou a renovação do ‘onze’, com resultados oscilantes.
Após três vitórias nas primeiras 10 jornadas, a equipa de Guimarães somou 10 pontos entre a 11.ª e a 14.ª rondas, perante Tondela, AVS, Gil Vicente e Rio Ave, e concluiu a primeira volta na sétima posição, com 25 pontos, antes da inédita conquista da Taça da Liga, em 10 de janeiro.
Os minhotos voltaram a revelar-se oscilantes na segunda volta, com uma série de cinco jogos sem triunfos entre a 23.ª e a 27.ª rondas, coincidente com a troca de Luís Pinto por Gil Lameiras, treinador promovido da equipa B (Liga 3), que, nas nove últimas jornadas, somou 10 pontos, de novo perante Tondela, AVS, Gil Vicente e Rio Ave.
Num campeonato em que somou 42 pontos, 28 deles em casa e 14 fora, condição na qual foi o segundo pior ataque, com apenas 13 golos marcados, o Vitória teve no médio Samu a principal ‘bússola’, com sete golos e três assistências, e no defesa João Mendes o elemento mais utilizado.
A Mesa da Assembleia Geral (MAG) do Vitória de Guimarães validou hoje as quatro candidaturas às eleições de 13 de junho, maior número já verificado num sufrágio para os órgãos sociais do clube da I Liga portuguesa de futebol,
Lusa | 19:35 – 15/05/2026



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