Irão condena morte de chefe militar do Hamas por Israel

Irão condena morte de chefe militar do Hamas por Israel

Irão condena morte de chefe militar do Hamas por Israel


“Este ato terrorista e estes assassínios fazem parte do plano criminoso do regime israelita para apagar a Palestina histórica, e os Estados Unidos, enquanto principal apoio militar, financeiro e político do regime de ‘apartheid’ sionista, são cúmplices de todos estes crimes”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano.

Num comunicado, o ministério acrescentou que a morte de dirigentes palestinianos reflete a “incapacidade e o desespero” de Israel após décadas de conflito, sustentando que estas ações não conseguirão quebrar a resistência palestiniana.
“A eliminação física de comandantes da resistência e das elites palestinianas não representará um golpe para a causa palestiniana e para o caminho da resistência, mas servirá de inspiração aos combatentes no caminho para a dignidade e a libertação da Palestina”, acrescentou o comunicado.
Al-Haddad morreu na sequência de bombardeamentos israelitas contra a cidade de Gaza na noite de sexta-feira.
Israel atribui-lhe a atual liderança do braço militar do Hamas, as Brigadas Al-Qassam, após a morte do seu chefe, Mohamed Sinwar, em 2025, e acusa-o de manter reféns sob o seu comando na capital de Gaza.
O Hamas é um dos aliados do Irão, que lidera o chamado “Eixo da Resistência”, do qual fazem igualmente parte o Hezbollah, no Líbano, os huthis do Iémen e várias milícias iraquianas.
O exército israelita confirmou no sábado a morte do chefe do braço armado do movimento palestiniano Hamas na Faixa de Gaza, classificado como um dos principais arquitetos dos ataques de 07 de outubro de 2023.
Num comunicado enviado à agência France-Presse (AFP), o exército israelita e os serviços de segurança (Shin Bet) anunciaram “que o terrorista Ezzedine al-Haddad foi eliminado”.
A mesma informação foi também confirmada à AFP por responsáveis do Hamas.
Um alto responsável de segurança citado pelo jornal The Times of Israel tinha referido sexta-feira que a operação foi aprovada pelas lideranças políticas há cerca de uma semana e meia e que, durante esse período, o dirigente do Hamas esteve sob vigilância contínua.
Al-Haddad era o último membro de alto escalão e de longa data que estava vivo das Brigadas al-Qassam, o braço armado do Hamas.
Mais de 850 pessoas morreram na Faixa de Gaza em consequência de bombardeamentos e operações israelitas desde o início do cessar-fogo, em 10 de outubro de 2025.
A trégua, obtida com mediação dos Estados Unidos, Egito, Qatar e Turquia, permitiu a troca de reféns e prisioneiros, o recuo das tropas israelitas e o acesso de ajuda humanitária ao território devastado, mas não evoluiu ainda para a segunda fase, visando uma paz permanente.
As etapas seguintes preveem o desarmamento do Hamas e a continuação da retirada gradual do exército israelita, que ainda controla mais de 50% da Faixa de Gaza, mas o diálogo encontra-se paralisado há semanas, desde que o foco internacional se desviou para os conflitos no Irão e no Líbano, igualmente com a participação de Israel.
Ao longo dos últimos sete meses, Israel e o Hamas trocaram acusações frequentes de violações do cessar-fogo e as organizações de ajuda humanitária alegam que as autoridades israelitas não permitem a entrada da quantidade de assistência prometida no território.
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