IL considera jovens da Climáximo em supermercado como "grupo criminoso"
A presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, comentou, esta sexta-feira, a entrada de apoiantes do movimento Climáximo num supermercado de onde retiraram dezenas de produtos, sem os pagar, para distribuir por pessoas pobres.
“Há um grupo criminoso que foi assaltar um supermercado”, começa por dizer Mariana Leitão num vídeo partilhado na rede social X (antigo Twitter).
“Estamos aqui a inovar no crime. Após um assalto, a quadrilha emite comunicado a anunciá-lo e a relatá-lo. Isto é, de facto, extraordinário”, considerou.
Na comunicação – a que pode assistir abaixo – a liberal defende que “a verdade é que, se se toleram roubos ao que quer que seja para redistribuir, daqui a pouco serão as pequenas mercearias, serão os pequenos negócios e pequenos restaurantes a sofrerem exatamente o mesmo”.
“A tolerância a estes ativistas tem de ser exatamente a mesma à dos okupas [ocupas]: zero”, remata.
A tolerância para estas quadrilhas “ativistas” tem de ser a mesma à dos okupas: ZERO. pic.twitter.com/ldCEemQkkc
— Mariana Leitão (@marianalqcl) May 15, 2026
A ação dos cerca de dez jovens da Climáximo aconteceu na quinta-feira. O grupo entrou num Continente do Campo Pequeno, em Lisboa, de onde levou alimentos e artigos de higiene pessoal, “saindo sem pagar e distribuindo estes bens numa banca junto à estação do Oriente”, uma zona onde costumam estar pessoas em situação de sem-abrigo.
Tratou-se, segundo o comunicado emitido pelo grupo, de uma forma de protesto “contra os lucros das grandes superfícies em contexto de guerra fóssil, e como alerta sobre o impacto da crise climática nos sistemas alimentares”.
Esta ação de protesto “denunciou os lucros extraordinários auferidos por grandes superfícies como o Continente e o Pingo Doce num contexto de guerra potenciado pelos combustíveis fósseis, enquanto o custo de vida de pessoas comuns aumenta”, explica-se no documento, segundo o qual os bens, como pão, alimentos para bebés ou pastas de dentes, entre outros, foram redistribuídos por “pessoas em situação de pobreza”.
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