Conselho de Segurança da ONU condena veementemente ataques no Mali
Em comunicado, os membros do Conselho de Segurança sublinham “a necessidade de levar à justiça os perpetradores, organizadores, instigadores e patrocinadores destes atos” terroristas e manifestam as suas “condolências” às famílias das vítimas, bem como ao povo e às autoridades do Mali.
O Mali está mergulhado numa crise de segurança após ataques de grande escala realizados nos dias 25 e 26 de abril por terroristas do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM), aliado da Al-Qaida, e pela rebelião da Frente de Libertação de Azawad (FLA), de maioria tuaregue, visando posições estratégicas da junta no poder.
Os ataques, nos arredores da capital Bamako, e em várias cidades do centro e do norte do país causaram pelo menos 23 mortos, e resultaram também na perda da cidade-chave de Kidal, um revés sem precedentes para a junta e os seus aliados paramilitares russos desde o golpe de Estado de 2020.
Sadio Camara, ministro da Defesa da junta militar no poder desde 2020, morreu na ofensiva.
Os Estados Unidos alertaram para a existência de “movimentos terroristas” em Bamako, a capital.
Desde 30 de Abril, os jihadistas bloquearam também várias estradas importantes que conduzem à capital, Bamako, que, tal como o resto deste país sem litoral, depende das importações que chegam por via terrestre.
Nos seis principais eixos que levam à capital, as grandes empresas de transporte já não circulam, mas alguns miniautocarros ainda entram na cidade por vias alternativas.
Nas últimas semanas, dezenas de pessoas morreram em ataques reivindicados pelos no centro do país.
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