EUA solicitam anulação de acusações a multimilionário indiano
Este tinha sido acusado de enganar investidores bolsistas, em Wall Street, que aplicaram milhares de milhões de dólares em um projeto de energia solar na India.
Uma das pessoas mais ricas do mundo, Adani foi acusado em 2024 de pagar subornos elevados para garantir o sucesso do projeto.
Foi acusado em tribunal federal, de Brooklyn, de conspiração e fraude com títulos e eletrónica relacionadas com um acordo para a Adani Green Energy Ltd. e outras 12 empresas venderem 12 gigawatts de energia solar ao governo indiano para abastecer milhões de habitações e empresas.
Na ocasião, o Grupo Adani Group negou as acusações, considerando-as infundamentadas.
No seu texto, os procuradores federais Trent McCotter e Joseph Nocella Jr afirmaram que “o Departamento de Justiça reviu este caso e, na sua capacidade discricionária, decidiu não atribuir mis recursos a estas acusações de crime contra os indivíduos que estão a defender-se”.
O juiz Nicholas Garaufis tem agora de se pronunciar sobre a pretensão.
Adani nunca foi preso ou levado para os EUA para enfrentar o julgamento. Na índia, desde há muito que se esperava que o caso fosse anulado, depois de Donald Trump ter suspendido, em 2025, a Lei das Práticas de Corrupção no Estrangeiro, que proíbe subornos por empresas no estrangeiro.
Adani construiu a sua fortuna no negócio do carvão nos anos 1990 e, ao longo do tempo, o Grupo homónimo diversificou os investimentos para aras como energia renovável, defesa e agricultura.
Adani tem relações próximas com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.
Analistas de mercado garantem que um fator-chave na ascensão meteórica de Adani foi o seu alinhamento com as prioridades do governo de Modi.
Os críticos acusam-no de ser um exemplo do capitalismo de amigalhaços (‘crony capitalism’) e de ter um tratamento preferencial da parte do governo, o que nega.
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