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Santo António traz… 40 graus. País sob aviso amarelo na sexta-feira


Portugal continental vai continuar a registar temperaturas elevadas pelo menos até ao próximo sábado, com a temperatura máxima a variar na sexta-feira entre os 35 e os 40 graus Celsius e todos os distritos do continente sob aviso amarelo devido ao tempo quente.

Esta quinta-feira, os termómetros podem subir cerca de 10°C em alguns locais.
Neste dia 11, só Viseu, Bragança e Vila Real escapam ao aviso amarelo, de acordo com a informação disponibilizada na página do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Nessas três regiões, o aviso entra em vigor apenas pelas 9h00 de sexta-feira, dia 12 (e véspera de Santo António). O aviso permanece em vigor em todos os distritos de Portugal continental até ao final do dia de sábado, dia 13 (e feriado em muitas cidades, como é o caso de Lisboa), por “persistência de valores elevados da temperatura máxima”.
O IPMA referiu que na sexta-feira (dia 12) será o dia mais quente deste período, com a temperatura máxima a variar entre 35 e 40°C na generalidade do território.
As temperaturas elevadas são esperadas até sábado (dia 13).
Tendo em conta o panorama, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) já alertou que as condições aumentam significativamente o risco de incêndio rural. Nesse sentido, nos dias com perigo de incêndio rural muito elevado ou máximo, “é fundamental redobrar os cuidados” e adotar comportamentos seguros, tais como:

Não realizar queimadas, nem fazer fogueiras ou qualquer tipo de lume para recreio, lazer ou confeção de alimentos;
Não queimar sobrantes agrícolas ou florestais;
Não fumar nem fazer qualquer tipo de lume nos espaços florestais e vias circundantes;
Não utilizar equipamentos de queima e combustão em zonas florestais ou rurais.

Já a Proteção Civil de Lisboa informou que, a partir de 11 de junho, na sequência do aviso amarelo de tempo quente emitido pelo IPMA para o distrito, em que se prevê a persistência de valores elevados da temperatura máxima (36°C), o perigo de incêndio rural se encontra no nível máximo.
O Serviço Municipal de Proteção Civil de Lisboa recorda, por isso, que a ocorrência de tempo quente pode provocar:

Perigo direto para a saúde;
Risco direto para a população mais vulnerável (crianças nos primeiros anos de vida, idosos, portadores de doenças crónicas, pessoas com obesidade e imunodeprimidos, portadores de deficiência física ou psíquica com mobilidade limitada ou acamados, doentes medicados, pessoas isoladas, sem-abrigo ou a viver em habitações degradas e turistas);
Aumento de incêndio rural.

O aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.
De acordo com o IPMA, o estado do tempo “será condicionado por um anticiclone localizado a nordeste do arquipélago dos Açores, a estender-se em crista até França, e por um vale depressionário que se estende desde o norte de África até à Península Ibérica”.
“A ação conjunta destes dois centros de ação irá originar o transporte de uma massa de ar quente e seco sobre a Península Ibérica, a qual será responsável por um aumento acentuado dos valores de temperatura”, explicou o instituto.
Leia Também: Afinal, onda de calor de maio em Portugal continental foi 2.ª mais longa

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