Governo dos Açores acompanha situação da operação no Aeroporto das Flores

Governo dos Açores acompanha situação da operação no Aeroporto das Flores

Governo dos Açores acompanha situação da operação no Aeroporto das Flores


A 27 de abril, o PS/Açores questionou o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) sobre o risco de perturbação na operação aérea na ilha a partir de 01 junho por os bombeiros deixarem de assegurar serviço nas horas extraordinárias no aeroporto, considerando tratar-se de um problema “sem soluções eficazes até ao momento”.

Os socialistas recordavam que a limitação anunciada resulta do esgotamento do limite legal de horas extraordinárias e da falta de recursos humanos, “evidenciando uma falha de planeamento e de resposta atempada” por parte das entidades responsáveis.
Na ocasião, a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Santa Cruz das Flores informou a população sobre a situação, indicando que os elementos que prestam serviço no Aeroporto das Flores estão “sujeitos a um elevado desgaste psicológico, decorrente da falta de recursos humanos para afetação ao serviço”, mas garantiram que a decisão de deixarem de assegurar serviço nas horas extraordinárias “não afetará as evacuações médicas”.
Já em maio, a Associação adiantou, que, após auscultação dos bombeiros, que prestam serviço na infraestrutura aeroportuária das Flores, “foi deliberado prorrogar o prazo para dia 01 de julho”, justificando que a decisão representa “um gesto de boa vontade e responsabilidade”, tendo como prioridade “o superior interesse público e a salvaguarda da continuidade do transporte aéreo de e para a ilha das Flores”.
A Associação indicou na sua página oficial que esta prorrogação concede à ANA “um prazo adicional para proceder ao necessário reforço dos recursos humanos afetos ao aeroporto das Flores”.
Na resposta ao requerimento do PS/Açores, o Governo Regional garante que “continuará a acompanhar a evolução da situação e a articular institucionalmente com as entidades competentes, no sentido de salvaguardar o interesse público e a adequada prestação do serviço aeroportuário na ilha”.
No entanto, sublinha, na resposta consultada pela agência Lusa, que “a gestão, operação e manutenção da infraestrutura aeroportuária em causa encontram-se integralmente atribuídas à entidade concessionária, ANA — Aeroportos de Portugal, S.A., nos termos do contrato de concessão em vigor”.
O Governo Regional acrescenta que “compete exclusivamente à concessionária assegurar o cumprimento dos requisitos operacionais, técnicos e de segurança aplicáveis, incluindo a adoção de medidas preventivas que evitem quaisquer limitações ao funcionamento da infraestrutura”.
Segundo informação prestada pela ANA ao Governo Regional, foi celebrada, a 09 de janeiro do corrente ano, uma segunda adenda ao protocolo com a Associação, “a qual prevê expressamente a prestação de serviço extra, competindo ao prestador assegurar a afetação dos recursos necessários à sua concretização”.
A ANA informou ainda que tem mantido “um contacto permanente com a associação” com vista “à superação das dificuldades identificadas”, incluindo uma deslocação à ilha para reunir com a direção da corporação.
Paralelamente, lançou recentemente um concurso público para adjudicação do serviço de socorros e luta contra incêndios no Aeroporto das Flores, lê-se na resposta, assinada pelo secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão.
Questionado sobre eventuais soluções alternativas ou transitórias para assegurar o serviço de salvamento e combate a incêndios, o Governo Regional recorda que se trata de “responsabilidade” da entidade concessionária, incluindo o cumprimento dos requisitos operacionais e de segurança durante o período de verão.
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