
Em declarações à Lusa, durante a apresentação do “Primeiro Box”, o curador explicou que este ano vão realizar-se três concertos, com nove bandas, em julho, setembro e outubro.
Os concertos, com uma duração de 30 a 35 minutos, irão decorrer no Coliseu Box, sala com 500 lugares, acrescentou.
As bandas que vão subir ao palco são emergentes do Porto, não necessariamente bandas nascidas no Porto, mas que vivem, ensaiam e gravam na cidade, frisou.
“O nosso interesse é mostrar novos talentos e novas bandas, embora seja importante ter um ou outro nome já com mais seguidores para arrastar mais público, fazendo com que as outras bandas beneficiem disso também”, explicou o curador.
João Vieira, que é músico, DJ e produtor, assinalou que estas bandas fazem o seu circuito e as suas salas, mas estar no palco do Coliseu do Porto vai trazer-lhes mais destaque.
Estas pequenas oportunidades numa carreira de uma banda ajuda a chegar a mais público e a crescer, considerou.
Os artistas e bandas têm diferentes estilos desde o synth-pop ao hip-hop, da eletrónica ao folk e indie rock, destacou.
“O Coliseu Box cumpre assim um dos seus desígnios que é abrir a sala do Coliseu do Porto a novos projetos artísticos, emergentes e vitais aqui na área da música”, explicou o presidente do Coliseu do Porto, Miguel Guedes.
O presidente ressalvou que é “muito bonito” que o palco do Coliseu se dessacralize e receba artistas que estão a começar.
Miguel Guedes contou ainda que esta iniciativa será para repetir nos próximos dois anos.
“Estas nove bandas em três noites pisam o solo sagrado da música do Porto. E, portanto, o facto de o Coliseu ser uma casa consagrada não quer dizer que se feche às novas vozes e aos novos projetos”, salientou o vereador da Cultura da Câmara Municipal do Porto, Jorge Sobrado.
O vereador frisou que o Porto é hoje uma “cidade caleidoscópica” que tem públicos de interesses, de hábitos e de experiências culturais muito diversas, motivo pelo qual a oferta cultural deve corresponder a essa biodiversidade de públicos.
A estreia acontece a 06 de julho, dia dedicado à música experimental, ambient e art-pop, com a atuação de Astra Vaga, Calcutá e Evaya.
Já a noite de 21 de setembro será dedicada ao hip-hop e aos sons mais urbanos com Ed, João Não & Lil Noon e Rodrigo 13.
A 12 de outubro será o rock alternativo a tomar conta do espaço com Conferência Inferno, Marquise e Summer of Hate.
Leia Também: Música, arte e bem estar chega às montanhas de São Pedro do Sul
