Cinco países anunciam sanções contra colonos israelitas violentos

Cinco países anunciam sanções contra colonos israelitas violentos

Cinco países anunciam sanções contra colonos israelitas violentos


Num comunicado conjunto, os ministros dos Negócios Estrangeiros dos cinco países afirmaram que as sanções visam “responsabilizar os colonos extremistas pelos níveis horríveis de violência perpetrados contra civis palestinianos”, numa altura em que cresce a preocupação internacional com a deterioração da situação nos territórios palestinianos ocupados.

Israel já reagiu a esta iniciativa, rejeitando “veementemente as vergonhosas medidas tomadas por governos estrangeiros contra cidadãos israelitas e contra um ministro do Governo”, de acordo com um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Os governos signatários acusaram os colonos de utilizarem a violência como instrumento para deslocar comunidades palestinianas, destruir propriedades e facilitar a expansão dos colonatos israelitas, considerados ilegais pelo direito internacional.
Segundo a declaração, estas ações comprometem a viabilidade de um futuro Estado palestiniano e reduzem as perspetivas de coexistência pacífica entre israelitas e palestinianos.
“Durante muito tempo, os colonos violentos puderam agir com quase total impunidade, enquanto a expansão dos colonatos e a criação de novos postos avançados continuam com o apoio e a facilitação do Governo israelita”, afirmaram os cinco países.
A declaração acusa ainda grupos extremistas de beneficiarem frequentemente da proteção das forças de segurança israelitas e apela diretamente ao Governo de Israel para que garanta a responsabilização dos autores dos ataques.
Os signatários exigem que as autoridades israelitas investiguem de forma rápida e exaustiva todos os incidentes de violência, desmantelando postos avançados ilegais e organizações que contribuam para a escalada das tensões.
O documento reafirma igualmente o compromisso dos cinco países com a solução de dois Estados como única via para alcançar uma paz duradoura no conflito israelo-palestiniano.
Para a diplomacia israelita, “a
Também hoje, a França anunciou a proibição de entrada no país do ministro das Finanças israelita, Bezalel Smotrich, acusando-o de promover ativamente a anexação da Cisjordânia e a expansão dos colonatos israelitas.
O anúncio foi feito pelo ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noel Barrot, que revelou igualmente sanções contra quatro dirigentes de organizações de colonos e 21 colonos envolvidos em atos de violência.
Segundo Barrot, Smotrich defende abertamente a criação de novos colonatos na Cisjordânia, a colonização da Faixa de Gaza, o enfraquecimento económico da Autoridade Palestiniana e outras políticas consideradas prejudiciais para a população palestiniana.
“Esta é uma política que a grande maioria da comunidade internacional, firmemente empenhada na solução de dois Estados, não pode aceitar”, afirmou o chefe da diplomacia francesa.
A decisão francesa surge pouco mais de duas semanas depois de Paris ter proibido a entrada no país do ministro da Segurança Nacional israelita, Itamar Ben-Gvir, na sequência das críticas ao tratamento dado por Israel aos participantes de uma flotilha humanitária com destino a Gaza.
Smotrich e Ben-Gvir são considerados duas das figuras mais influentes da ala mais dura do Governo liderado por Benjamin Netanyahu, uma coligação que integra partidos nacionalistas e de extrema-direita.
A pressão internacional sobre Israel tem aumentado nos últimos meses devido à guerra em Gaza, à expansão dos colonatos e ao crescimento da violência dos colonos na Cisjordânia.
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