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Selecionador e capitão da Dinamarca reagem ao colapso de Eriksen

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O mundo do futebol voltou a parar quando, ao final da tarde deste domingo, Christian Eriksen caiu inanimado no relvado durante o particular entre a Dinamarca e a Ucrânia, na cidade de Odense, encontro que acabou cancelado.

Pouco depois do final do encontro, o selecionador da Dinamarca revelou como estava o estado de espírito dos seus jogadores, após este momento dramático.
“É uma experiência extremamente chocante para todos. O mais importante, claro, foi termos recebido logo uma atualização sobre o Christian, e a situação foi gerida de forma fantástica pelo médico Morten Boesen, que pôde confirmar que o Eriksen estava bem. Isso era o mais importante”, disse Brian Riemer, em declarações prestadas à TV2 Sport.
“Estou ansioso por vê-lo. Vou visitá-lo agora, assim que tiver oportunidade. Sinto que preciso de o ver e de falar com ele. É um homem que significou muito para mim. Há alguns jogadores de quem nos aproximamos mais do que de outros, e ele foi um dos que me ficou mais próximo, devido à experiência que viveu. E, desde então, também trabalhámos juntos na seleção nacional, por isso é uma pessoa com quem tenho uma relação próxima e que conheço muito bem. Por isso, foi, naturalmente, algo que me tocou profundamente”, disse, mais tarde, o técnico dos dinamarqueses, já em conferência de imprensa.
“Estávamos a disputar um jogo de preparação, e isso, por si só, é secundário. Mas soube imediatamente que, com a experiência que a equipa tinha vivido recentemente [no Euro2020, quando Eriksen colapsou pela primeira vez], não havia dúvidas de que o futebol era completamente irrelevante. Naquele momento, também não sabia como o Christian se sentia. Sabia que nem nós, como equipa técnica, nem os jogadores podíamos continuar a disputar este jogo”, finalizou.
Na zona mista do estádio Nature Energy Park, na cidade de Odensa, Pierre-Emile Højbjerg, o capitão de equipa da seleção dinamarquesa, revelou o que sentiu quando viu o companheiro de seleção caído no relvado.
“O mais importante é que o Christian está bem e que a família dele está bem. Fomos para o balneário e conversámos um pouco lá. Agora, cada um encontra o seu equilíbrio aqui e tem a oportunidade de falar sobre o que se passa com os outros. Alguns têm perguntas a fazer e outros precisam de falar com a família. Outros precisam de se sentar e ouvir um pouco. Na verdade, está tudo bem. É estranho dizer que isto traz memórias à tona”, frisou o médio, numa referência ao episódio de 2021.
“O mais importante é que a reação tenha sido positiva e que os médicos tenham tudo sob controlo. E que os jogadores demonstrem respeito, e que os espectadores demonstrem grande respeito. Acabou tão bem quanto podia, tendo em conta o que aconteceu. Estamos todos profundamente gratos por isso, e é isso que importa mais”, vincou ainda.
“Só posso dizer como vi a situação do meu ponto de vista. Há um lançamento de lateral e eu dirijo-me calmamente para a linha lateral. Depois, viro-me e vejo que o Christian está a cair no chão. Sabemos bem o que isso significa, e a reação foi super rápida e respeitosa. Sim… só posso elogiar aqueles que trataram da situação, e o Christian saiu do campo por conta própria. Não posso dizer muito mais. Ficamos em choque, não é? O mais importante é que o Christian está bem. Acho que preciso de ver os meus filhos e a minha família. São eles que quero ver”, terminou Højbjerg, visivelmente comovido.

Tudo aconteceu no duelo particular deste domingo entre a Dinamarca e a Ucrânia. Decorria o minuto 64 quando o médio dinamarquês caiu inanimado no relvado. Repetiu-se o mesmo episódio de 2021.
Rodrigo Querido | 19:03 – 07/06/2026

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