
Situada a cerca de seis quilómetros da cidade israelita de Metula, a rede foi “construída numa zona civil” e “servia de principal centro da organização terrorista Hezbollah na região”, afirmou o exército num comunicado citado pela agência France-Presse (AFP).
Segundo o exército, “várias centenas” de combatentes podiam encontrar-se simultaneamente nos túneis, que incluem, nomeadamente, espaços de armazenamento de armas e locais de habitação, como cozinhas ou casas de banho.
Imagens divulgadas pelo exército mostram, nomeadamente, um túnel estreito, camas e reservas de alimentos.
O exército não mencionou a extensão total dos túneis, indicando apenas que um deles tinha um quilómetro de comprimento.
Israel tomou no final de maio esta fortaleza estratégica, construída pelos cruzados no século XII e com vista para o sul do Líbano e parte do norte de Israel.
A fortaleza de Beaufort serviu de base às forças israelitas durante as duas décadas de ocupação do sul do Líbano, que terminaram em 2000.
A guerra recomeçou no Líbano em 2 de março, quando o Hezbollah disparou contra território israelita em apoio ao Irão, alvo de uma ofensiva israelo-americana.
Esta semana, foi anunciado um novo acordo de cessar-fogo no final de uma quarta ronda de negociações entre o Líbano e Israel, em Washington, uma vez que uma trégua anterior, anunciada em 17 de abril, nunca foi respeitada.
Este acordo, rejeitado pelo Hezbollah, prevê um cessar-fogo condicionado a uma “cessação total” dos disparos do grupo xiita apoiado pelo Irão, permitindo, ao mesmo tempo, a continuação, nesta fase, dos disparos e das operações do exército israelita no sul do Líbano.
No entanto, o acordo não pôs fim ao ciclo de violência: Israel realizou hoje ataques aéreos nos subúrbios a sul de Beirute, bastião do Hezbollah, alegando estar a retaliar contra disparos que visaram o seu território.
Leia Também: Irão ameaça interesses dos EUA após ataques israelitas em Beirute
