Desde o EP Não Há Tempo, editado em 2024, que Orca (nome artístico de LeonOR CAbrita) não lançava uma canção nova. Pois agora surge-nos, não apenas com um inédito, Sobras das sombras, mas também com a promessa de um novo álbum, a editar em Setembro: Apneia.
Nascida em Lisboa, Leonor cresceu no Algarve e começou por estudar música, bem cedo, nos conservatórios de Portimão e de Albufeira, entrando mais tarde na escola do Hot Clube – daí vêm as influências jazzísticas patentes nas suas composições, que veio a misturar com o pop. Em 2022 estreou-se com dois singles, Ainda queremos ser pessoas e Gorgulho, seguindo-se, em 2023, um terceiro single, Côncava solidão, que integraria o seu primeiro álbum, Paisagem Trânsito, publicado nesse mesmo ano. No ano seguinte, 2024, lançou um EP, Não Há Tempo, com cinco canções: Dona da razão, Rio, Princípio de realidade, Quem está vivo reza e Final.
Com Sobras das sombras, segundo o texto do lançamento, Leonor lança-se numa “reflexão sobre família, herança emocional e trauma, explorando a tensão entre os padrões que se reproduzem inconscientemente e o desejo de quebrar ciclos afectivos profundamente enraizados.” Com ela (letra, composição, voz e piano) estão Yaw Tembe (trompete), Francisco Menezes (saxofone soprano), Bá Álvares (baixo), Miguel Sobral Curado (bateria e um coro composto por Catarina Branco, chica, Mariana Camacho e Sallim. O videoclipe, idealizado e montado por Leonor Cabrita, integra imagens antigas de uma cassete de 1997, filmadas por vários familiares seus.
