TECNOLOGIA

Mais de 4700 professores entraram nos quadros do Ministério da Educação

No próximo ano lectivo, há 14.396 professores que estarão a dar aulas em escolas novas. Ao abrigo do concurso interno, estes docentes de carreira decidiram mudar de quadro, de escola ou de grupo de recrutamento, em muitos casos para se aproximarem da área de residência. A mobilidade entre escolas voltou a ser um dos aspectos mais relevantes deste concurso, cujas listas definitivas foram divulgadas esta sexta-feira pela Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE).Já o concurso externo, que se dirige aos docentes contratados e profissionalizados que pretendem vincular, permitiu a entrada de 4776 novos professores nos quadros do Ministério da Educação —​ no ano passado, vincularam 6176 docentes por via deste concurso. Entre estes, contam-se 152 docentes vinculados através da chamada norma-travão, regra que permite a vinculação de docentes que acumulem três contratos sucessivos em horário anual completo, ou duas renovações, no mesmo grupo de recrutamento ou em grupos diferentes, e 1554 por via da vinculação dinâmica, que se destina aos docentes com pelo menos 365 dias de tempo de serviço nos últimos dois anos.Foram ainda integrados nos quadros 1415 professores profissionalizados com pelo menos 365 dias de aulas nos últimos seis anos lectivos na escola pública e ainda 1655 candidatos com qualificação profissional para os grupos de recrutamento a que concorreram, mas com poucos dias ou sem qualquer tempo de serviço.Feitas as contas, os dois concursos permitiram a colocação de 19.172 docentes para o ano lectivo de 2026/27. Destes, mais de 5454 professores — 1806 através do concurso externo —​ foram colocados em zonas do país onde há maiores dificuldades de recrutamento e retenção de docentes. Só no QZP 45, que inclui dos concelhos da Amadora, Cascais, Loures, Odivelas, Oeiras, Sintra, Vila Franca de Xira e Lisboa, foram colocados 2814 professores e no QZP 46, que abrange Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal e Montijo, entram nas escolas 1124. ​


Num comunicado enviado ao início da noite desta sexta-feira, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação considera que a divulgação das listas antes do final do ano lectivo é fundamental para assegurar maior estabilidade nas escolas e permitir aos professores conhecerem o seu destino profissional com mais de três meses de antecedência em relação ao início das aulas.Mais colocações no 1.º cicloOlhando para os grupos de recrutamento, o do 1.º Ciclo do ensino básico foi o que registou maior número de colocações, com 3090 docentes. Seguem-se a Educação Especial, com 1784 colocações, e a Educação Pré-Escolar, com 1697. Todos estes são grupos onde as dificuldades de recrutamento se têm agravado.Este ano, tinham sido admitidas mais de 32 mil candidaturas ao concurso externo. Os candidatos que não conseguiram colocação poderão ainda concorrer à contratação inicial, cuja fase de candidatura arranca a 6 de Julho.Os docentes colocados têm agora cinco dias úteis para aceitarem a colocação na plataforma SIGRHE. Os que obtiveram lugar em Quadros de Agrupamento ou de Escola apresentar-se-ão nas respectivas escolas no início de Setembro, enquanto os vinculados a Quadros de Zona Pedagógica terão ainda de participar no concurso de Mobilidade Interna, previsto para arrancar a 10 de Julho.No comunicado, o Ministério da Educação confirma ainda que o sistema de concursos será reformulado a partir do ano lectivo de 2027/2028. O novo modelo, que tem vindo a ser discutido com os sindicatos, prevê um concurso interno e externo de realização anual, destinado à ocupação de vagas permanentes e à mobilidade dos docentes dos quadros, e, frisa a tutela, “respeitará sempre a graduação profissional”. Prevê também​ um concurso em contínuo para responder às necessidades temporárias das escolas ao longo de todo o ano.Segundo a tutela, esta alteração pretende reduzir os tempos de colocação de professores e diminuir o número de alunos que permanecem sem aulas durante períodos prolongados, através de um sistema de recrutamento que assegure “uma resposta mais rápida às necessidades diárias das escolas​”, apoiado por “novos sistemas de informação, integrados e mais fiáveis”.

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