Hamas adia para domingo discussões com mediadores no Egito
Este encontro deveria realizar-se em El Alamein, no norte do Egito, entre uma delegação liderada por Khalil al-Hayya, negociador chefe, representantes de outros movimentos palestinianos, incluindo a Jihad Islâmica, e mediadores egípcios, mas também turcos e do Qatar.
Porém, o Hamas e os movimentos palestinianos só iniciarão as consultas no Cairo no sábado, antes de reuniões com os mediadores no domingo, segundo a mesma fonte citada pela agência noticiosa francesa AFP, que justifica este adiamento pela “intransigência de Israel”.
No final de maio, o recém-nomeado chefe da ala armada do Hamas, Mohammed Odeh, foi morto num ataque israelita, onze dias após o assassinato do seu antecessor.
“Os mediadores devem obrigar o ocupante a pôr fim aos assassinatos, aos bombardeamentos e à fome” na faixa de Gaza e permitir a entrada do Comité Nacional para a Administração de Gaza, conselho de 15 membros que é suposto governar durante um período transitório, enumerou Taher al-Nounou, um dos líderes do Hamas.
O território palestiniano continua a ser palco de violência, com ataques quase diários de Israel e, desde o cessar-fogo em outubro, pelo menos 932 palestinianos foram mortos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, sob autoridade do Hamas.
Israel e o Hamas acusam-se mutuamente de violar a trégua que entrou em vigor dois anos após a guerra, desencadeada a 07 de outubro de 2023 pelo ataque sem precedentes da organização islâmica contra Israel.
A primeira fase deste acordo foi cumprida com a libertação dos últimos reféns israelitas de Gaza raptados pelo Hamas, em troca de palestinianos detidos por Israel.
Mas, a transição para a segunda fase, que deveria traduzir-se no desarmamento do Hamas e numa retirada progressiva do exército israelita, parece completamente bloqueada.
Na semana passada, o Primeiro-Ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse ter ordenado ao exército que tomasse o controlo de 70% da faixa de Gaza, contra os 60% atualmente controlados.
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