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Encontrado corpo com "roupas semelhantes" às de Lyhanna em Gers

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As autoridades francesas encontraram um corpo aparentemente de uma criança, que vestia “roupas semelhantes” às que Lyhanna, a menina de 11 anos que está desaparecida desde sexta-feira, envergava naquele dia, esta tarde de quinta-feira.

“As buscas por Lyhanna levadas a cabo pela polícia levaram os agentes a deslocarem-se para o leste do departamento de Gers, até uma exploração agrícola”, detalhou o Ministério Público de Agen, num comunicado citado pelo Le Figaro.
Ainda que tudo indique tratar-se da criança, “uma autópsia será realizada nas próximas horas, a fim de identificar formalmente o corpo e apresentar laudos médico-legais sobre as causas da morte”.
O procurador de Agen, Olivier Naboulet, sublinhou que “não serão fornecidas quaisquer outras informações antes da realização deste procedimento” e que “foram mobilizados importantes meios para a preservação do local pelas autoridades responsáveis pela investigação”.
O cadáver foi encontrado num local isolado, na entrada sul de Puycasquier, a cerca de doze quilómetros a sul de Fleurance.
A menina, que era aluna do 6.º ano da Escola Secundária Hubert-Reeves, desapareceu na tarde do dia 29 de maio, tendo sido vista pela última vez pelas 15h00 (hora local), à saída do estabelecimento de ensino, a entrar no carro de Jérôme B., pai de uma das suas colegas de turma.
O homem de 41 anos foi detido no dia seguinte e, inicialmente, negou tê-la transportado. Confrontado com imagens de videovigilância, disse que a tinha deixado na piscina municipal de Fleurance, que estava fechada naquele dia. Duas horas depois, foi visto na festa de fim de ano da escola primária da sua filha mais nova, de 7 anos.
De acordo com a imprensa francesa, há vários anos que Jérôme B. é alvo de queixas e de denúncias por cometer atos de natureza sexual contra menores. Um primeiro processo foi interposto em dezembro de 2017, quando a mãe de uma adolescente de 17 anos descobriu que a filha mantinha uma relação com o homem, então de 30 anos. Este processo foi arquivado em fevereiro de 2018, uma vez que a jovem garantiu aos investigadores que a relação era consensual.
Já em janeiro de 2022, foi apresentada uma nova queixa junto do Ministério Público de Béthune, no Pas-de-Calais, que foi, depois, transferida para Auch. Em causa estava “uma investigação por abuso sexual de menor com menos de 15 anos”, que remontava a 2020, na residência do suspeito, em Montestruc-sur-Gers. Contudo, também este inquérito foi arquivado, em maio de 2024, desta feita por falta de provas.
Um terceiro processo foi instaurado na sequência de uma queixa apresentada a 22 de agosto de 2025, pela mãe de uma menor nascida em 2014, dando conta de violações cometidas “entre setembro de 2024 e maio de 2025 na residência” de Jérôme B.
“Esta investigação ainda estava em curso no momento do desaparecimento de Lyhanna”, disse a procuradora de Auch, Clémence Meyer. A responsável revelou ainda, sem fornecer mais detalhes, que uma nova queixa por abuso sexual de menor tinha sido apresentada na quarta-feira de manhã.

Eis tudo o que se sabe sobre o caso da menina de 11 anos que está desaparecida em França desde sexta-feira. Recorde-se que o suspeito é um homem de 41 anos, pai de uma amiga da menor.
Tomásia Sousa | 23:54 – 01/06/2026

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