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Ativistas da Transmutar denunciam violência nos confrontos junto à AR

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Em comunicado, a Transmutar referiu que, segundo informações recolhidas no terreno, foram detidas cerca de 10 pessoas, tendo sido identificadas pelas autoridades mais de 50.

Segundo a PSP, pelo menos seis pessoas foram detidas hoje à tarde junto ao Parlamento, em Lisboa, no final da manifestação da CGTP em dia de greve geral, após confrontos com as autoridades.
De acordo com a rede ativista, foram reportadas “diversas situações de alegada violência policial e de perseguição a participantes e apoiantes das mobilizações”.
“Entre os casos relatados encontram-se detenções de pessoas que se encontravam no interior de viaturas e que, segundo testemunhos recolhidos, apenas manifestavam verbalmente o seu desacordo perante intervenções policiais consideradas excessivas”, pode ler-se na nota enviada à Lusa.
A Transmutar denunciou ainda relatos de “impedimentos à realização de uma vigília pacífica junto à Esquadra da Lapa”.
Para a rede ativista, o alegado impedimento levanta “preocupações adicionais sobre eventuais restrições ao exercício de direitos cívicos e democráticos”.
“Exigimos o esclarecimento público de todos os incidentes ocorridos, a identificação de eventuais responsabilidades e a garantia de que os direitos fundamentais de manifestação, reunião e participação cívica sejam plenamente respeitados”, sublinhou ainda.
O Ministério da Administração Interna (MAI) manifestou hoje “total confiança” na PSP, após os confrontos com manifestantes junto à Assembleia da República, sublinhando que a atuação policial foi “ponderada, profissional e responsável”.
Também o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, destacou hoje que o dia de greve geral foi de “trabalho para a esmagadora maioria de portugueses” e condenou “comportamentos inaceitáveis de alguns” na manifestação junto ao Parlamento, distinguindo-os da organização.
Leitão Amaro sublinhou que “o Governo respeita integralmente o direito à greve e também o direito a trabalhar de todos aqueles que trabalharam”, lamentando incidentes na manifestação junto à Assembleia da República.
Leia Também: Governo condena “comportamentos inaceitáveis” após confrontos

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