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Aeroportos? Governo "otimista" sobre verão sem problemas nas fronteiras

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“Mais boxes, mais ‘e-gates’ [portas automáticas], mais pessoas, mais formação, mais espaço físico — tudo isto vai ao encontro daquilo que é o desejo do Governo para podermos contribuir com a nossa parte naquilo que é a nossa obrigação comunitária [de aplicar o sistema EES, na sigla inglesa] e, por isso, nós estamos otimistas”, afirmou o ministro da Administração Interna, Luís Neves.

Em declarações à agência Lusa no arranque do Conselho de Justiça e Assuntos Internos, no Luxemburgo, o responsável apontou que “haverá sempre problemas tecnológicos, que ainda estão a ser afinados”, atribuindo porém as longas filas às “obras que estiveram a ser feitas” dado estar em causa “uma reconfiguração dos aeroportos” para adotar o EES, criado no âmbito do novo pacto migratório europeu.
“Vamos trabalhar também na questão da sinalética para os passageiros saberem […] e estamos a trabalhar – no apoio daqueles que, não sendo funcionários de polícia, vão dar apoio aos passageiros para os encaminharem para o espaço onde têm de passar e, por isso, retirando as questões tecnológicas, que estamos a detetar algumas falhas e vamos corrigindo, […] nós vemos esta operação da segurança e da passagem da fronteira aeroportuária com uma visão muito mais otimista do que vimos há 15 dias, ou um mês, ou dois meses”, vincou.
Numa declaração à Lusa junto ao comissário europeu dos Assuntos Internos, Magnus Brunner, Luís Neves disse esperar que “não haja caos” nos aeroportos portugueses este verão, dada a maior pressão devido à aplicação do EES e ao maior afluxo turístico.
“Pode haver, e nesta semana houve um pequeno caos no aeroporto porque houve um engano não imputável ao serviço do Estado em que largaram 300 e muitos passageiros onde não deviam ter largado, portanto, isto é toda uma operação que tem de ser feita depois e, portanto, há sempre uma outra questão que há de surgir, mas nós estamos muito mais confiantes e otimistas, relativamente àquilo que era no passado recente”, reforçou o ministro da tutela.
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