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Novo governo dinamarquês anuncia corte de impostos e medidas sociais

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A social-democrata Frederiksen, que vai governar pela terceira legislatura consecutiva, informou na véspera o rei Federico X sobre o acordo com o Partido Socialista Popular, o centrista Os Moderados e o Partido Radical Liberal para formar um governo, ao fim de 69 dias de negociações, um recorde na história do Estado.

A coligação governamental tem 82 dos 179 lugares de deputado, mas tem ainda o apoio de duas forças de esquerda, a Lista Unitária e a ecologista A Alternativa.
“A direção política é mais do que a soma dos nossos quatro partidos. É o resultado de uma colaboração cheia de confiança. Tornámos possível o impossível”, disse Frederiksen, em conferência de imprensa conjunta con os líderes dos outros partidos incluídos em um governo que se definiu como “um trevo de quatro folhas”.
O acordo entre os quatro partidos desce o imposto sobre as empresas em três pontos percentuais para 19% e elimina vários escalões fiscais, corta para metade o IVA sobre alimentos e elimina-o para frutas e vegetais.
Entre as medidas sociais figuram transporte público gratuito para os menores de 22 anos, cuidados dentários gratuitos e mais ajuda para os pensionistas e nas ambientais estão a proibição nacional do uso de pesticidas e a duplicação da superfície dedicada à produção ecológica, bem como uma exploração porcina respeitadora do ambiente.
O acordo de governo realça a soberania, a integridade territorial e o direito à autodeterminação no Reino de Dinamarca, que também integra a Gronelândia e as Ilhas Faroe.
Inclui também um compromisso para modernizar o reino e reforçar a defesa no Ártico, uma das exigências dos EUA.
O complexo e fragmentado panorama político – com até 12 partidos com representação parlamentar e sem um bloco político com maioria – dificultou as negociações, arbitradas pelo Os Moderados, que decidiram apoiar um governo de centro-esquerda.
O Partido Social-Democrata foi o mais votado, com 21,9%, que, não obstante, foi o seu pior resultado em um século, à frente do Partido Socialista Popular (11,5%) e do Partido Liberal (10,2%), que registou o pior resultado de sempre.
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